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Falta de vacinas coloca milhares de gatos em perigo

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Quem tem animais de estimação quer o melhor para o seu amigo de quatro patas, e um dos processos é garantir o programa de vacinação completo quer em cães quer em gatos, sendo que para estes é vital a vacinação contra a panleucopenia felina, uma doença grave com alto indicie de transmissibilidade, e que pode dizimar vários animais em colónias ou em abrigos.

No entanto, os tutores de gatos têm vindo a ser confrontados com a falta de vacinas suficientes para cumprir o programa de vacinação, sobretudo de uma vacina polivalente, que protegem contra a rinotraqueíte viral felina, a calicivirose felina e a panleucopenia felina.

Estas falhas têm vindo a verificar-se de há três meses para cá, devido à ruptura de stocks causado pela pandemia, e só há previsão de estarem resolvidas no primeiro trimestre do próximo ano.

À comunicação social, Jorge Cid, bastonário da Ordem de Médicos Veterinários (OMV) indicou que embora existam ainda vacinas, estas chegam a Portugal «a conta-gotas» e explica também a situação pelo facto de terem sido adoptados mais animais durante a pandemia.

«Houve um aumento de consumo a nível da Europa, devido ao grande número que adoções durante a pandemia e, portanto, há mais gatos a serem vacinados.»

Associações enfrentam problemas e clínicas veterinárias sem stock

O Diário do Distrito falou com Mariana Ferreira, uma das responsáveis do Abrigo Gatos e Afetos, que frisou o enorme problema que as associações enfrentam pela falta de vacinas.

“Temos tido muitos problemas, e perdemos muitos gatinhos devido a um problema de panleucopenia, por falta de vacinas para proteger todos.

Dos hospitais veterinários, o que nos dizem é que estão esgotadíssimas, nem nos hospitais de referência. Apenas em Outubro começaram a surgir algumas.”

A situação é também já sentida ao nível dos Hospitais veterinários, conforme confirmou ao Diário do Distrito Paulo Pereira, do Anivet – Consultório Veterinário.

“Não sabemos bem a origem do problema, mas não conseguimos fazer stock das vacinas. A informação que nos é dada é que a situação será normalizada no primeiro trimestre de 2022.”

Paulo Pereira referiu ainda que “a indicação que temos por parte dos Laboratórios é para privilegiar a primovacinação dos animais jovens, e protelar a vacinação anual dos animais adultos.

Desta forma os mais jovens ganham imunidade, ao passo que os gatos adultos já a têm com as anteriores vacinas, e logo que os stocks forem retomados, podemos continuar o processo de vacinação habitual.”


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