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Falta de segurança motiva ‘carta aberta’ pela USF ‘Querer Mais’ do Vale da Amoreira

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A equipa da Unidade de Saúde Familiar Querer Mais do Vale da Amoreira, Moita, dirigiu uma carta aberta a todos os utentes, alertando para a falta de segurança sentida por utentes e profissionais.

«Carta Aberta aos Utentes

27 de Setembro de 2019

Caros Utentes,

Nós USF Querer Mais estamos aqui para servir a nossa população da melhor forma possível. Lutamos todos os dias para combater a discriminação face ao Vale da Amoreira.

Temos lutado por manter a unidade aberta e para aumentar o acesso da população aos cuidados de saúde.

Face aos graves acontecimentos ocorridos nos últimos tempos, nomeadamente, agressões verbais e físicas contra os profissionais com ameaças graves dentro e fora da unidade e por último um assalto com arma de fogo às instalações, torna-se cada vez mais difícil atrair novos profissionais, manter os elementos existentes bem como o normal funcionamento da unidade.

A segurança dos Utentes e dos Profissionais encontra-se em risco. Pedimos a colaboração de todos para que juntos possamos melhorar as condições de segurança evitando assim o encerramento da unidade.

Estamos todos juntos pela Saúde do Vale da Amoreira. Desde já o nosso muito Obrigado.»

Presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira preocupado com falta de segurança

Por sua vez, o presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Nuno Cavaco, deu publicamente o apoio à missiva, referindo que «esta carta merece o apoio da Junta de Freguesia que segue os seus apelos e que assim tenta sensibilizar toda a comunidade para a importância dos serviços públicos e em especial dos serviços públicos na área da saúde.

O Centro de Saúde do Vale da Amoreira foi construído após muitos anos de luta das populações e das autarquias. Naquelas instalações prestam-se serviços de elevada qualidade à população.

Têm-se registado alguns episódios de maus tratos e até de violência sobre funcionários públicos das autarquias, das finanças, da área da saúde, da segurança social, sobre agentes das forças de segurança. Isto é inaceitável e são crimes públicos, pois é são crimes contra todos nós. Devemos defender quem trabalha para nos servir.

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O último episódio ocorrido, no Centro de Saúde do Vale da Amoreira, merece ser estudado e merece uma resposta por parte da população que deve defender as pessoas que lá trabalham, os utentes e a nossa terra.

Temos tentado criar uma Comissão de Utentes da Saúde no Vale da Amoreira para trabalhar com a equipa da Unidade de Saúde Familiar e com a comunidade. Devemos sensibilizar as pessoas sobre a importância de ter um centro de saúde e de ter serviços de saúde dignos.»


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