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Falta de mão-de-obra qualificada impede maior desenvolvimento industrial

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A AISET – Associação da Indústria da Península de Setúbal promove esta terça-feira um encontro de empresários com o objectivo de debater as falhas e necessidades no âmbito do capital humano.

A sessão de abertura contou com as presenças de Luís Morais, do Conselho de Fundadores da AISET; Armindo Monteiro, vice-presidente da CIP e do (ainda) vice-presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva.

“A falta de mão-de-obra especializada é um dos motivos de estrangulamento do sector industrial” frisou Luís Morais.

“Temos agora uma geração mais nova de trabalhadores, que procuram melhores condições de vida, mas que não estão preparados para um mercado de trabalho especializado, o que leva a que seja mais difícil cumprir com os objectivos.”

Esta falta leva a que “muitas indústrias tenham dificuldade em fazer mais, porque mesmo quando investem na modernização, não conseguem pessoal qualificado”.

A solução, segundo Luís Morais, passa “por um maior investimento no ensino das áreas de engenharia e ciências, para despertar os jovens para esse sector e assim dotar mais tarde o país da mão-de-obra especializada”.

O mesmo problema foi abordado por Armindo Mateus, que destacou ainda a necessidade de “criar condições para atrair e reter o ‘capital humano’ passa também por dar motivação para que a pessoa se levante todos os dias com vontade de regressar ao seu posto de trabalho”.

Considerando a escassez de “talentos e qualificações”, Armindo Mateus apontou também as culpas “à falta de empresários-dirigentes, aqueles que sabem mudar. Infelizmente muitos continuam no mesmo registo, mesmo que isso traga prejuízos, com medo da mudança.

E o momento actual é essencial para promover a mudança, porque durante dois anos estivemos confinados em casa, e com tempo para reflectir sobre os modelos das nossas vidas.

Muitas pessoas perderam a motivação, saíram das suas áreas de residência e agora é coloca-se um desafio aos empresários para retomar o ritmo de antes da pandemia.”

Outro motivo para a desmotivação dos trabalhadores apontado por Armindo Monteiro foi “os baixos salários praticados em Portugal”, tema que o vice-presidente da autarquia também destacou.

“Para aumentar a produtividade, é preciso melhorar os salários. Se uma pessoa está preocupada em como vai conseguir chegar ao final do mês e colocar comida na mesa, não vai estar focada na produtividade” aludiu Paulo Silva.

“O capital humano português no estrangeiro é uma referência, mas em Portugal não é valorizado e é esse paradigma em que todos temos de reflectir e de mudar.”

O encontrom, que decorre no Auditório da Câmara Municipal do Seixal, vai continuar durante a tarde, com debates e a participação de representantes de algumas das maiores empresas e instituições da Península de Setúbal, como a Autoeuropa, Hovione, SGL Garbon, Escola Profissional do Montijo Centro de Formação do Seixal, entre outras.


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