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Falta de flagrante impediu PSP de deter agressora de médica em Almada

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O caso teve lugar no dia 23 de Setembro, quando Eugénia Cheptene, médica de família foi agredida a socos e puxões de cabelo, por uma utente que pretendia uma consulta para o próprio dia, com vista a obter uma certidão de falta para o filho, no Centro de Saúde de Santo António e Laranjeiro.

Na altura, o Sindicato Independente dos Médicos criticou o facto de a agressora ter apenas sido identificada, e não detida pelas autoridades, que a encontraram ainda no local a escrever no Livro de Reclamações uma queixa contra a profissional de saúde.

O Diário do Distrito havia solicitado um esclarecimento à Direção Nacional da PSP sobre a actuação dos elementos daquela polícia, que nos chegou esta quarta-feira.

«A PSP, no dia 23 de Setembro de 2020, recebeu a notícia de desordem no Centro de Saúde do Feijó.

A cidadã lesada, médica naquele Centro de Saúde, informou os Polícias que quando se encontrava na triagem dos pacientes, foi abordada pela suspeita, que pretendia uma consulta com o seu médico de família, tendo procedido ao agendamento da referida consulta.

A solicitante terá respondido que pretendia consulta para o próprio dia e, em face da indisponibilidade, ter-se-á exaltado e agredido a médica.

O segurança privado do Centro separou as duas pessoas e informou a PSP.»

Relativamente à não detenção no local, criticada pelo SIM, a Direção da PSP indica que «não tendo sido possível reputar o flagrante delito por falta de flagrantes elementos probatórios, não se encontravam objetivamente reunidos os pressupostos de detenção de suspeito, tendo a PSP informado a autoridade judiciária dos factos.

A cidadã à qual é imputado o crime foi cabalmente identificada, por força da rápida comunicação a partir do Centro de Saúde e célere resposta operacional por parte dos Polícias.»

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