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Falhas na internet prejudicam alunos, alertam pais e directores de escolas

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As falhas na rede de internet estão a deixar pais e diretores de escolas preocupados, porque estão a dificultar o acompanhamento das aulas online, que começaram há dez dias para mais de um milhão de alunos dos ensinos básico e secundário.

«A rede que temos não permite ter um ensino digital a funcionar a 100% porque o plano digital está atrasado e os alunos acabam por ser os prejudicados», disse à Lusa Rui Martins, da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), onde têm chegado queixas de pais que temem que as falhas na internet deixem os seus filhos para trás nas aulas online.

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Segundo Rui Martins, uns não conseguem entrar nas plataformas onde estão a ser dadas as aulas, enquanto outros deixam de repente de ouvir professores e colegas, perdendo o fio condutor da matéria que está a ser ensinada.

A situação também preocupa professores, que acabam por perder muito tempo à espera que todos os alunos “entrem” nas aulas, lembrou por seu turno o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Segundo Filinto Lima, «o problema que antes existia nas escolas passou agora para casa», o problema está em ter muita gente ao mesmo tempo ligada.

O problema agrava-se em algumas zonas do interior o problema ainda está em conseguir fazer chegar a ligação, e segundo o presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDE), Manuel Pereira, «o país não é todo igual e há zonas onde a internet é demasiado lenta para as crianças, para os adultos, para toda a gente que precisa de a usar».

As escolas tiveram autonomia para definir a percentagem de aulas síncronas e assíncronas e em alguns estabelecimentos de ensino os alunos passam a maior parte do tempo com aulas online.

Manuel Pereira lembra ainda o problema dos alunos mais novos que não têm autonomia para conseguir usar sozinhos as plataformas nem resolver eventuais problemas que surjam.

Também o programa do Governo de distribuição de computadores continua longe de chegar à maioria dos estudantes. Até ao momento, já foram entregues 100 mil equipamentos estando prevista a distribuição de mais 335 mil.

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