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Exército impediu acesso a transexual e este queixa-se de discriminação

Foi reprovado depois de um diagnóstico de hipogonadismo, no Hospital das Forças Armadas. Ou seja, a ausência de níveis adequados de hormonas sexuais masculinas.

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Daniel Prates, de 20 anos, foi impedido de entrar no Exército por ser transexual. Num artigo publicado pelo Jornal de Notícias, o jovem queixa-se de ter sido vítima de discriminação.

“Tive valores altos nas provas e tinha média que me permitia entrar”, relatou o jovem ao JN. Mal revelou que era transexual, a candidatura foi por água abaixo, pois os médicos declararam Daniel inapto para o serviço militar.

Foi reprovado depois de um diagnóstico de hipogonadismo, no Hospital das Forças Armadas. Ou seja, a ausência de níveis adequados de hormonas sexuais masculinas. O critério foi definido em 1999, mas o Ministério da Defesa Nacional explica ao JN que já estão a ser revistas para se ajustarem “às características dos jovens atuais”.

Antes de ser oficialmente reprovado, Daniel queixa-se de pressões para desistir: “O tenente-coronel chamou-me ao seu gabinete e mandou-me para casa nesse dia. A primeira desculpa foi porque não tinha as cirurgias completas. Ripostei, obviamente. Isso não era uma razão plausível”, disse.

“Primeiro, explicou-me que se fosse para a guerra, a medicação poderia não chegar. Mas não é por não tomar hormonas que vou morrer. Depois, disse-me que não poderia responsabilizar-se sobre o que me aconteceria no balneário. Ouvi um discurso que me queria obrigar a desistir”, contou o jovem ao JN.

Mais tarde, o diagnóstico ditou a reprovação. O jovem revela que protestou, mas as desculpas continuaram e nunca existiu uma justificação válida.


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