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EXCLUSIVO: Palmela | Canil ilegal provoca revolta nos moradores do Lau (C/VÍDEO)

Na zona do Lau, em Palmela, existe um canil ilegal que está a provocar um grande tumulto nos habitantes da localidade.

Estão cerca de 72 cães, alegadamente treinados para a caça, de alto porte, num terreno totalmente vedado. O fundador da Associação de Moradores do Lau, Grumecindo Figueiredo, revelou que se encontra na “única fazenda, de 6 hectares, que ainda pertence aos herdeiros nesta localidade”, sendo que os proprietários têm o local “inacessível”.


Os cães estão, segundo relevou o fundador da associação e também o Presidente da Junta de Freguesia de Palmela, Jorge Mares, que teve conhecimento da situação e falou em exclusivo com o Diário do Distrito, “sem condições”, a provocar vários distúrbios aos moradores, a nível do “imenso” ruído e do cheiro, uma vez que os animais fazem ali as suas necessidades, “sem saneamento, fossa para detritos ou água potável”. Há ainda “um monte de carne, sem refrigeração” dentro da propriedade.

Jorge Mares aponta a gravidade do relatado como um atentado “à saúde pública”, dadas as condições de higiene, e também um “desrespeito para a forma como estão a ser tratados os animais”.

A população escreveu um abaixo-assinado à Câmara Municipal de Palmela, onde está exposta a situação que se vive, conforme está escrito, desde janeiro de 2022, argumentando ainda para o perigo de incêndio “pela falta de limpeza do terreno” e para a construção “sem alvará” de uma “estrutura muito rudimentar” onde estão alojados os animais.

Pode ainda ler-se no documento que a GNR e a SEPNA [com a abertura de uma investigação] foram avisadas e dirigiram-se ao local, mas que “nada foi feito para além da aplicação de algumas coimas”.  

Perante isto, o município respondeu ter sido “levantado um auto de notícia de contraordenação pelos serviços municipais de fiscalização” face à obra não licenciada, e, internamente, aguarda-se resposta “para se analisar a viabilidade de construção das obras realizadas”.

Há ainda indicação na resposta da câmara aos munícipes de que, depois de se ter averiguado no local, juntamente com a SEPNA, não foram “verificados indícios de maus-tratos aos animais”.

Ao que foi apurado, e dito pelos subscritores do abaixo-assinado e moradores, a população está “extremamente revoltada” com a situação e com a “incapacidade de resolução dos órgãos competentes”, ponderando-se inclusive “tomar medidas próprias” para lidar e resolver o descontentamento que avassala os munícipes do Lau.

®Vídeo – DR


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