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Ex-presidente do SIRESP com a casa assaltada

A polémica estalou com a ex-presidente do SIRESP a impugnar a assembleia-geral que a afastou do cargo. Passados três dias a casa de Sandra Perdigão Neves foi assaltada e levados dois computadores.

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A polémica dentro da empresa SIRESP SA estalou depois de Sandra Perdigão Neves, gestora da empresa, ter sido afastada do cargo na passada sexta-feira. O jornal Expresso avança na sua edição de sexta-feira [1 de abril] que a gestora terá enviado uma carta a ainda ministra da Administração Interna, Francisca Van Dunem, acusando o MAI de estar a favorecer a Motorola num concurso, o que veio a determinar por parte da gestora o pedido de impugnação da convocatória urgente da assembleia-geral, assembleia essa que viria a fazer com que fosse substituída por um oficial do Exército.

Designado para comandar a empresa SIRESP SA, está o brigadeiro-general Paulo Viegas Nunes, especialista em comunicações, e terá como missão gerir todo o concurso público superior a 100M€, concurso que estava a ser motivo de discórdia entre Sandra Perdigão Neves e o MAI, ministério que tutela a rede SIRESP nas forças de segurança, bombeiros e proteção civil.

O novo presidente não se tem apresentado na empresa pelo facto de ter sido interposta a impugnação, mas Sandra Perdigão Neves, a ex-gestora, continua a comparecer todos os dias no seu local de serviço. A gestora terá invocado um artigo do estatuto dos gestores públicos que protege os cargos exonerados, por dois motivos, ou com a queda do Governo ou quando a Assembleia é dissolvida, neste caso o artigo reclamado foi devido à queda do Governo que só tomou posso o novo a 30 de março de 2022.

Segundo o jornal, a substituição de Sandra Perdigão Neves foi feita cinco dias antes do novo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, ser nomeado para o cargo e só ter tomado posse no passado dia 30 de março.

Depois desta polémica toda, a ex-gestora do SIRESP SA viu a sua moradia a ser assaltada na noite de segunda-feira, furtados foram dois computadores, que o Expresso diz que os equipamentos não teriam informações de relevo. A PSP foi chamada ao local e recolheu indícios, mas as autoridades não confirmam se este assalto terá ou não a ver com os dois casos.

A ex-ministra do MAI, Francisca Van Dunem, que herdou o ministério depois da demissão de Eduardo Cabrita, também herdou o conflito que se vinha arrastando a algum tempo entre Sandra Perdigão Neves e o secretário de Estado da Administração Interna, Antero Luís. A ministra chegou mesmo a solicitar ao Ministério Público que investigasse a contratação de um ex-diretor da Motorola como consultor das comunicações críticas.

O gabinete da ex-ministra do MAI na altura alegou que a saída da gestora era justificada como um ato de transparência em todo o processo do concurso, uma vez que a ex-gestora do SIRESP também tinha tido um cargo na PT/Altice, a antiga proprietária do SIRESP SA. Francisca Van Dunem defendia que era importante que tudo fosse tratado com transparência e só assim é que o concurso público seria aberto e plural.

Já por parte do secretário de Estado, Antero Luís, o governante queixava-se da ex-gestora por esta questionar o MAI sobre as decisões da tutela sobre o concurso “insistentemente protelado”.  Este será um dos primeiros problemas polémicos que o novo ministro do MAI, José Luís Carneiro terá pela frente nos próximos tempos.


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