Estado de Emergência VS Estado de Calamidade

Mais um 'espatafúrdios do quotidiano'.

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Tempo de Leitura: 2 minutos

Depois de tanto tempo confinados em casa devido ao Estado de Emergência declarado pelo governo, eis que chegou a fase de dar o próximo passo nesta luta insana contra o malvado Covid-19. Chegou o Estado de Calamidade que, para algumas pessoas, significa tudo aquilo que, na verdade, é o contrário do que realmente significa. Para tentar perceber o que pensam as pessoas sobre este Estado de Calamidade, fomos até uma das excelentes praias que o país tem para oferecer, tentar perceber um pouco o que vai na cabeça das pessoas. Ora vejamos como correu…

Estapafúrdios do Quotidiano: “Ora viva, caro amigo! Importa-se de nos dar umas palavrinhas?”

Energúmeno: “Ora essa! Pelo contrário! Eu até tenho bastantes saudades de falar com pessoas! Sabe, isto de estar confinado em casa, têm-me dado cabo da mioleira toda…”

E.Q: “Pois, pois… É normal. Permita-nos começar por perguntar por que raio não está de máscara?”

E: “Não preciso.”

E.Q: “Ai não? Olhe que o governo diz que sim!”

E: “Isso o que o governo diz não se escreve. E, para mais, eu besuntei-me todo de chichi antes de sair de casa. Por isso estou tranquilo…”

E.Q: “De chichi?! Como assim?!”

E: “Sim, de chichi. Se costuma resultar com as abelhas, tenho a certeza que o bicho, esse corona ou lá o que é isso, também não deve pegar aqui. Olhe que as abelhas são do piorio e o chichi resulta com elas. Por isso… estou tranquilo…”

E.Q: “Oh meu Deus… Ok, ok… Bom, adiante. Então o que é que o senhor está aqui a fazer na praia? Não sabe que devia estar em casa. Estamos em Estado de Calamidade…”

E: “Ó meus amigos… Calamidade era estar este calor maravilhoso e eu estar em casa fechado! Já estive fechado em casa tempo demais. Agora com este calor? Com este sol maravilhoso? Isso é para estar na praia e não fechado em casa!”

E.Q: “Então mas não tem receio de apanhar Covid-19?”

E: “Quem, eu? Claro que não. Então mas se eu já vos disse que estou protegido…”

E.Q: “Ah, é verdade… está besuntado de chichi… Mas, olhe, assim que entrar na água da praia passa imediatamente a estar desprotegido porque a água vai limpar esse chichi todo…”

E: “Sim, eu sei. O chichi é só para me proteger de casa até à praia. Depois é a água salgada que entra em acção.”

E.Q: “Agora ficámos um pouco baralhados… Então mas se a água salgada limpa o chichi… como é que…”

E: “Eu sei que já há algum tempo que não me dou com pessoas, mas vocês parecem-me um pouco lerdinhos… Meus amigos, prestem atenção. Nunca ouviram dizer que a água salgada cura tudo? Por exemplo, se vocês fizerem uma ferida e forem dar um mergulho à praia, a ferida sara num instante, certo?”

E.Q: “Hum… É provável, sim…”

E: “Então pronto. Não tem nada que saber. Se eu for infectado com esse bicho do covid ou corona, ou sei lá que mais, por já não estar besuntado de chichi, eis que a água do mar trata de me curar num instante. Capiche?”

E.Q: “Capiche, capiche… que este confinamento deu-lhe cabo dos neurónios todos… Pronto, ficamos por aqui. Obrigado pelo tempo disponibilizado e boa quarentena!”

E: “Qual quarentena? Isso já acabou!”

E.Q: “Ok, ok… daqui a 14 dias falamos….”

Enfim, não foi lá grande entrevista, mas, em Estados de Calamidade é o que temos…

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Texto escrito por Gil Oliveira e Ricardo Espada

 

 

 

 

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