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Sobre Limites

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Os limites fazem parte da nossa vida desde o nascimento. As famílias, com quem tenho o privilégio de trabalhar, conhecem bem a minha posição sobre a importância dos mesmos para um desenvolvimento seguro e saudável nas crianças. Quando estes são inexistentes ou pouco consistentes teremos uma maior probabilidade de perturbações do foro da ansiedade e da ocorrência de comportamentos desafiantes.

Na adolescência os limites serão também fulcrais, quiçá mais flexíveis, mas balizas fundamentais no apoio a uma construção de identidade repleta de movimentos de identificação e de afastamento das figuras de vinculação.

E os adultos? Será que precisamos de limites?

Diria que precisamos, sobretudo, de nos conhecer e respeitar nas nossas limitações, de exercitar o “Não”, tantas vezes temido e sentido como um fracasso. Saber dizer que não será, muitas vezes, sinónimo de nos escolhermos. De escolher a integridade do Eu e a nossa saúde mental e física. Dizer que não posso e/ou não quero, evitará, muitas vezes, quadros de esgotamento e de depressão.

Para alguns, o reconhecimento dos limites só surgirá após o adoecimento e o necessário (re)conhecimento no corpo e na mente dos sintomas de exaustão.

Aprender a ter limites será então uma forma saudável de exercitar a liberdade, de não permitir que a ausência de saúde limite a realização dos nossos sonhos e a concretização dos nossos desejos.

Que possamos aprender pelo autoconhecimento a não boicotar, através da ausência de limites, o sonho e a concretização do amor.

Que saibamos, cada uma de nós, reconhecer os limites da nossa mente e corpo e sejamos capazes de nos escolher.

Diga NÃO a tudo e todos que limitem o seu exercício de ser saudável, de viver em pleno o presente e que possam hipotecar o seu futuro.

Em nome da sua saúde mental: escolha conhecer-se em liberdade! Coloque limites e seja feliz!

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