Entrevista ao Coronavírus…

Mais uma rúbrica 'É o que temos'

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Tempo de Leitura: 2 minutos

Já se sabia que, mais dia, menos dia o tão temido (e aclamado por alguns…) Coronavírus iria chegar a Portugal.

Na verdade, o país andava desiludido e cabisbaixo pelo facto de o pelintra do vírus já andar a passear por quase todos os países da Europa, mas ainda não ter decidido dar um pulinho a Portugal. O que é de estranhar, tendo em conta as inúmeras opções de turismo que este país à beira-mar tem para oferecer a quem o visita.

Mas ele finalmente chegou — “Viva!”, dirão alguns… — e o país entrou num estado de preocupação constante. Ora, para saber realmente o que pretende este senhor vírus, o Estapafúrdios do Quotidiano conseguiu uma entrevista exclusiva com o shôr Corona. Ora vejamos…

— “Ora viva, shôr Corona. Como vai essa bactéria? Em forma?

—  “Olhe, faz-se o que se pode…”

— “Boa, boa… Já agora, deixe-me aproveitar esta oportunidade para dissipar uma dúvida: o seu nome afinal é Coronavírus ou Covid-19?”

— “Bom, pessoalmente prefiro ser tratado por Coronavírus. Mas se pretender chamar-me por Covid-19 também não levo a mal. Apesar de não apreciar muito, porque parece um nome que alguém daria a uma daquelas naves de Star Wars, e eu nem sequer aprecio filmes de ficção científica…”

— “Ai não? Então que tipo de filmes prefere?”

— “Gosto mais de séries. Tipo Walking Dead ou algo desse género. Desde que exista pessoas a falecer devido a um qualquer vírus que surge de repente e propaga-se que nem as formigas assim que vêem açúcar.”

— “Ah, claro… Não podia ser de outra forma… Bom, vamos a assuntos sérios. O que pretende o shôr Corona, ao andar a passear pela Europa a infectar pessoas? O Apocalipse?”

— “Não. Nada disso. Apenas ando a fazer um pouco de inter-rail. Outros vírus meus amigos disseram-me que era muito giro e tal, e então a modos que decidi experimentar.”

— “Certo… Então e o que tem achado até agora?”

— “Olhe, muito sinceramente, não tem sido mau. Mas também nada de muito pomposo. Tenho aproveitado para ver alguns monumentos e de socializar, especialmente em eventos que aglomeram muita gente. Adoro esses eventos. As pessoas são muito acessíveis à minha presença e quase nem dão por mim. É espectacular. Até agora tenho conseguido realizar alguns sonhos que tenho desde criança. O que tem sido bastante agradável.”

— “Sonhos? Que tipo de sonhos? Fale-me um pouco disso, shôr Corona…”

— “Olhe, por exemplo, a moda.”

— “A moda…?”

— “Sim, desde muito novo, quando ainda era uma minúscula bactéria, que adoro moda. Sempre quis criar uma e até agora tenho conseguido criar algumas neste percurso. Olhe a moda das máscaras que se vê em todo o lado. Sabe quem é que criou tal coisa?”

— “O Shôr Corona…?”

— “Ora nem mais!”

— “Então e mais sonhos?”

— “Olhe, queria muito conhecer o Trump…”

— “A sério? Porquê?”

— “Porque admiro imenso a sua capacidade em querer destruir o mundo. Somos muito parecidos nesse aspecto… O problema é que, para chegar à América, tenho de percorrer a Europa inteira.

Mas, enfim, há que fazer sacrifícios para atingirmos os nossos sonhos. Não há-de ser nada. E até aproveito para juntar o útil ao agradável: fazer um inter-rail e conhecer pessoas e culturas diferentes. Não é de todo um mau plano, pois não?”

— “Não, não… Podia ser melhor se o shôr Corona não existisse sequer, mas, enfim… é o que temos…”

 

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Texto escrito por Gil Oliveira e Ricardo Espada

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