Opinião

ENCERRAR FRONTEIRAS, MAS AO CONTRÁRIO…

Uma crónica de Bruno Fialho.

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É fatal como o destino, infelizmente, é usual fazermos tudo ao contrário do que é feito por essa Europa fora, sempre com elevados prejuízos para o país e para os portugueses.

Este artigo até podia ser sobre os salários que vigoram nos restantes países da União Europeia e que envergonham qualquer português decente, excepto se este for deputado ou Administrador de empresas, porque nesses casos, ganha-se melhor em Portugal do que lá fora.

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Todavia, desta vez vou comentar a decisão de se encerrar as nossas fronteiras para que os cidadãos portugueses não saiam do país.

Infelizmente, continuamos a brincar às medidas restritivas, decididas sem qualquer lógica ou estratégia de fundo.

Um dos problemas que podemos observar nas medidas que o Governo tem executado é o seguinte: se os políticos decidem quais as medidas a serem implementadas sem consultar os especialistas da matéria, então, meus senhores, apresentem de imediato a vossa demissão, porque os portugueses não aguentam mais incompetência, compadrio e corrupção!

Se são os especialistas são quem apresenta estas soluções ineficazes e imorais, então, o Governo que os demita e contrate gente capaz e profissional.

Penso que tem acontecido a primeira hipótese, até porque é mais fácil encontrar um político incapaz ou corrupto, do que fazer Sol no deserto.

Porém, se os especialistas não denunciam essa situação, porque têm de ganhar o seu sustento, então, também são coniventes e co-responsáveis pelo que está a acontecer ao país.

Nesse sentido, questiono se a opção de se encerrar as fronteiras aos portugueses, não devia de ser precisamente o contrário? Não devíamos de estar, nós, os portugueses, a procurar proteger-nos das mutações do vírus, nomeadamente da mutação Britânica, Sul-Africana e Brasileira e encerrar as fronteiras a quem quisesse vir visitar Portugal?

Impedir que os portugueses possam circular para fora deste pandemónio em que nos encontramos é como obrigarem-nos a permanecer num daqueles hospícios idênticos aos que vemos nos filmes de terror.

Relembro que, em Fevereiro de 2020, quando aterrou um avião particular nos Açores proveniente da China e que nenhum outro país tinha autorizado o desembarque dos passageiros, sugeri o encerramento das fronteiras para cidadãos Chineses, país responsável pela criação e propagação do vírus.

No entanto, como quem verdadeiramente manda em Portugal são os interesses dos grandes grupos financeiros, que hoje em dia são maioritariamente chineses, ninguém quis ouvir ou sequer fazer grandes comentários sobre o assunto.

Depois, defendi que, sendo Portugal um país que tem fronteiras terrestres com somente um país, nomeadamente a Espanha, deveria de ser fácil controlar internamente a propagação do vírus e obrigar quem quisesse entrar no país, fosse cidadão estrangeiro ou português, a apresentar um teste negativo ao covid-19, realizado nas 24 horas antecedentes à sua entrada em território nacional.

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Nada disto foi feito e durante meses continuámos a brincar aos confinamentos para consumo interno, que, entretanto, vão arruinar milhares de famílias, sem que a actual situação epidemiológica se altere. No entanto, continuámos a deixar entrar no nosso país pessoas infectadas com o covid-19, sem que fizéssemos os controlos que por essa Europa se fazem.

Mas, uma questão se impõe, se nada se alterou com os anteriores confinamentos, o que acham vai acontecer de diferente agora?

Eu digo, NADA!

O que efectivamente irá acontecer é que, depois de morrerem mais alguns milhares de portugueses, vamos conseguir alcançar um estado de imunidade maior da população, que será parecido ao que a Suécia tem hoje em dia.

Por esse motivo, serão em número muito inferior aqueles que, mais tarde, serão infectados com o vírus ou que irão morrer devido ao mesmo.

Se mesmo assim não estão convencidos, de que os confinamentos nada resolvem, reflitam sobre o seguinte: Em Março tínhamos um morto confirmado por covid-19, o nosso Presidente da República, reconhecido hipocondríaco, decidiu decretar vários estados de emergência e confinámos desde o fim de Março ao princípio de Maio e várias vezes depois, principalmente aos fins-de-semana, porque o vírus não infecta ninguém durante a semana de trabalho.

Depois de qualquer desconfinamento ficou sempre provado que o número de infectados voltou sempre a aumentar. E porquê? Porque, como é evidente, o vírus não deixa de andar entre nós apenas porque existem confinamentos.

Mas, mesmo depois desses confinamentos todos, sempre com o mesmo resultado, ontem, para nossa desgraça, foi decidido haver mais um.

Será que são poucos os que conseguem ver para além do medo e do irracional, será que não conseguem perceber que quando se confina e desconfina, sem haver imunidade de grupo, seja natural ou através da vacinação, é cientificamente impossível deixarem de existir infectados e é certo regressar, mais tarde ou mais cedo, aos números que existiam antes de um confinamento?

Tal como a gripe (normal) ou a gripe A (asiática), o covid-19 também irá continuar a existir entre nós, pelo que, será seguro dizer que, podem fazer um confinamento até 2022 que, passado algum tempo desse desconfinamento, iremos estar, novamente, numa situação caótica, com centenas de milhares de infectados e, consequentemente, com gente a morrer, porque o vírus não será erradicado.

Evidentemente que agora existe a vacina, pelo que, nada disso irá acontecer quando a população estiver vacinada, pelo menos, em 70%, mas, por enquanto, não está, pelo que, apresento a minha humilde visão daquilo que irá suceder nas próximas semanas.

Durante o mês de Fevereiro vão, infelizmente, morrer os últimos portugueses (idosos ou os de grupos de risco) que têm menor resistência ao vírus.

Assim, passado o confinamento de Fevereiro, as urgências hospitalares vão regressar ao caos normal antes do covid e não este actual, que é um pouco diferente, porque aqueles que são mais fracos e que o Governo devia de ter protegido, nomeadamente, os idosos com problemas de saúde e os grupos de risco, irão morrer.

Assim, eventualmente tudo regressará ao normal antes de 2020, não porque o Governo tomou as medidas certas ou porque os portugueses cumpriram as regras do confinamento, mas porque o normal de acontecer, quando morrem os mais fracos e restam aqueles que têm uma maior resistência ao vírus, tal como está a acontecer noutros países, nomeadamente na Suécia e noutros países nórdicos, é passar a existir imunidade de grupo.

O insólito é que os portugueses vão continuar a aclamar o Presidente da República, os membros do Governo e os políticos em geral por terem tido a “coragem de matar portugueses” que não tinham covid-19, mas que padeciam de outras doenças, ou por terem mandado encerrar tudo e destruído a economia, sem que a China pague pelo crime contra a humanidade que cometeu.

Em vez dos portugueses continuarem a bater palmas a quem reiteradamente os prejudica, deviam de mandar prender os verdadeiros responsáveis por este estado caótico em que nos encontramos, ou seja, devíamos de prender todos os políticos que, desde 1974, não fizeram aquilo que podia ter sido feito no SNS – Sistema Nacional de Saúde.

É inadmissível que tenhamos de esperar anos por cirurgias, horas nas urgências ou meses por consultas no médico de família, bem como, entre outras situações, nem sequer termos direito a acesso a dentistas no SNS, da mesma forma que temos a outros médicos.

Mas, esses políticos, em vez de estarem presos, ou andam em campanhas eleitorais com candidatos à presidência da república ou são contratados pelas empresas que vencem os chorudos contratos públicos.

Mais uma vez os portugueses estão a ser enganados e aceitam passivamente tudo o que os senhores do poder lhes ditam há quase 47 anos, sem questionarem porque é que eles fazem, sempre, tudo ao contrário.

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