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Empresas portuguesas espiam funcionários em teletrabalho. Prática é punida por lei

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Há empresas portuguesas que instalaram programas ocultos de vigilância remota de trabalhadores. Alguns casos já chegaram enquanto denúncias à Comissão Nacional de Proteção de Dados e aos sindicatos.

Assim, através de programas instalados nos computadores de trabalho, as empresas espiam remotamente os trabalhadores e as suas ações online, como por exemplo, o que pesquisam, que informações partilham e a que sites ou programas acedem, bem como o tempo de trabalho.

TimeDoctor, Hubstaff, Timing, ManicTime, ActivTrak, Teramind, WorkExaminer, Sapience, OccupEye, Softwatch, Toggl ou Harvest são alguns dos programas de controlo remoto.

Os Sindicatos, advogados e a própria Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) adiantam que a prática é ilegal e punida por lei.

A CGTP e CNPD já receberam 100 denúncias ou pedidos de informação sobre esta prática, desde desde março. Mas, muitos trabalhadores desconhecem que estão a ser vigiados, e o número de empresas portuguesas a adquirir este tipo de software tem crescido exponencialmente, adianta o Expresso.

O Expresso traz ainda caso de um analista de risco numa financeira que foi notificado para entregar o portátil, de modo “a que fossem instalados programas adicionais que permitissem o teletrabalho”, apesar de estranhar o pedido, porque “tinha lá tudo o que precisava”, acedeu.

Ao levantar o computador, “não tinha mudado nada, pelo menos aparentemente, e não nos foi dada a habitual explicação sobre os novos programas e o que mudava na forma de trabalho”, aquando se apercebeu da instalação de um programa que o controlava remotamente através do computador.

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