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Em dias de greve os ATLs em Sesimbra fecham

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Para a próxima sexta-feira, dia 18 de novembro, está marcada uma greve geral que poderá fechar escolas de norte a sul do país. Esta greve, dos trabalhadores da administração pública, foi marcada pela Fenprof. Inúmeras escolas avisaram com antecedência aos encarregados de educação a possibilidade de encerrarem portas. Para a STOP (Sindicato de Todos os Professores), esta greve nacional poderá ter «uma grande probabilidade de ter impacto nas escolas».

Sobre esta greve, e de que forma a mesma pode impactar o trabalho das escolas (em especial as atividades pós-aulas), o presidente da autarquia falar sobre a mesma nas redes sociais. Em relação a esta situação, Francisco Jesus lembrou que delegaram «o maior número de atividades nos respetivos Agrupamentos, num espírito de autonomia de gestão educativa, onde se inclui as Atividades da Escola a Tempo Inteiro».

A autarquia neste caso não toma qualquer tipo de decisões. Desde o início deste ano letivo que o Município passou a controlar todas as escolas, desde o ensino primário ao secundário. Numa reunião, os 5 Agrupamentos concelhios chegaram ao entendimento que em caso de greve as CAF/AAAF não podem substituir a componente letiva caso não existam os docentes (ou pessoal técnico) necessários para manter as escolas abertas.

Nestes dias, as AAAF apenas funcionariam até às 15 horas. Já que não haverá funcionários suficientes para manter este serviço ativo. A decisão das escolas apanhou muitos pais de surpresa. Estes queixam-se de não terem sido avisados prontamente e de não terem locais onde deixarem os filhos. Esta é uma decisão que é tomada por cada um dos agrupamentos. Esta medida não é compreendida totalmente pelos pais que enquanto estão a trabalhar precisam de deixar os filhos em qualquer lado.

Para os pais, isto não faz nenhum sentido pois precisam que os filhos estejam o dia inteiro ocupados para que possam trabalhar. Para além disto, este é um serviço habitualmente pago, mas com o encerramento que existe nos dias de greve não existe nenhuma compensação. Muitos encarregados de educação assinaram contratos com as associações de pais (no caso de ATLs públicos) para que os filhos tenham uma componente letiva, inclusive em dias de greve.

Esta decisão dos agrupamentos não permite que este serviço seja feito habitualmente. Para alguns encarregados de educação, esta é uma mostra de má-fé (questionam mesmo a sua legalidade) e defendem que a «nossa liberdade termina onde começa a dos outros».


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