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Opinião

Em 2020, 8720 mulheres são vítimas ao ano, 167 por semana, 24 por dia!

Uma crónica de Aguinalda Conduto.

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Recado às princesas: deitem fora as flores e os chocolates.
Não aceitem menos que o vosso valor!

Uma história bem contada e repetida muitas vezes torna-se verdadeira. É desta forma que muitas mulheres se encolhem perante o medo e a vergonha de se terem tornado vítimas, pelos mais diversos maus-tratos.

Perdem-se por entre a estatísticas das associações, dos noticiários e das bocas das vizinhas. Hoje falo da realidade daquelas mulheres que amargam o pão nosso de cada dia, às mãos de príncipes-sapo que, um dia, as galantearam com flores e chocolates. Após a sua entrega surge breve o arrependimento.
A paixão e os risos espontâneos dão lugar às lágrimas e aos prantos. Confusas e vulneráveis, estas mulheres precisam de quem olhe para elas e lhes estenda a mão. Deve haver uma relação de união e de afeição por estas mulheres que acreditaram na estrutura ‘família’ e se embaraçaram num assédio gradeado em que, muitas vezes, é assistido e admitido a ‘troco de
colheres de maridos e mulheres’.

A sequência dos maus-tratos atinge todas as variantes, desde físicas, a psicológicas e são uma espécie de cotão que lhes vai nascendo à roda da vida, como aquele cotão que brota em torno dos cachos de uvas e dos botões das árvores e lhes é nocivo.

Muitas vezes: ‘Merece’- dizem! Porque se veste que nem uma meretriz, amputando roupa do corpo ou porque os padrões que veste são mais animalescos, que cor-de-rosa.

Ou porque dá um espetáculo a andar de saltos altos e fala com todos quando agradece gestos com aquela boca deliciosamente delineada a vermelho.

Senhoras e senhores, a vida torna-se-lhes num coliseu de

horrores, em espetáculos de tantos pesares e tremores! E eles, babéis estereotipados, por entre bêbados e licenciados, gostam de fazer o mal e sorriem, confundido atos covardes com heroísmo.

A crueldade contra as mulheres acontece e é persistente. É

às meias dezenas que cada três, pela Organização Mundial de Saúde, anunciou já terem sido padecentes de atrocidades. Em Portugal, reportando dados estatísticos de 2020, 8720 são vítimas ao ano, 167 por semana, 24 por dia!
Desde sempre que se ouve falar de guerras onde as mulheres são estrupadas! Desde sempre que se assiste à combinação de sociedades machistas que controlam a vida, os trabalhos, a fortuna e a carência, os planos primários de saúde, educação e bem-estar das mulheres!

Uns matam. Outros riem-se. Outros nem ligam. E enquanto isto for divertido para cada um de nós e não nos tocar à porta, daremos sorrisos e continuaremos a fazer o jantar, porque na humanidade, só a desordem não tem fim.
Do homem pretende-se respeito! Confiança! E companheirismo!
Da humanidade, pretende-se sororidade, o maior donativo

que devemos estimar.

Da mulher, força e coragem! Persistência de humor ante o risco, as desgraças e os sofrimentos. Que sejas valente, tenaz e, na tua constância, perseverante. Nunca te dês por

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vencida, grita pela vida, porque a tua voz é o teu melhor alarme! Tu és a tua prioridade.


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