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Elisabete Adrião ‘é uma voz incómoda’ defendeu deputado do PS em Assembleia Municipal do Seixal

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Elisabete Adrião, vereadora da Câmara Municipal do Seixal, enviou esta noite um email às redações, no qual anexa uma declaração de voto que foi apresentada pelo líder da bancada do PS na Assembleia Municipal, Samuel Cruz, na sequência de uma moção apresentada pela CDU neste órgão, que reúne esta quarta-feira.

Elisabete Adrião tem sido um dos nomes apontados nas listagens de tomas antecipadas da vacinação anticovid19, um dos primeiros casos divulgados publicamente, no Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, que levou à demissão da directora, Natividade Coelho.

Segundo o que o Diário do Distrito apurou, não foi permitido pelo presidente da Mesa, Alfredo Monteiro, a leitura de uma defesa da honra, na qual a vereadora contextualizava alguns aspectos que nos últimos tempos têm vindo a público, aliando o seu cargo na Câmara Municipal do Seixal à questão da toma antecipada da vacina.

Na declaração de voto, o líder da bancada do PS na Assembleia Municipal Seixal, Samuel Cruz, frisou que «a vereadora Elisabete Adrião foi, nos últimos tempos, vítima duma campanha de assassinato de carater, acerca do processo de vacinação contra a doença Covid19» e esclareceu que esta é «desde 2013, vereadora eleita pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal do Seixal.

Não tem, nem teve nesta autarquia responsabilidades delegadas, à exceção dum curto período de tempo entre os fins de 2017 e o ano de 2018, período que terminou abruptamente, na sequência do voto negativo nas GOPs e Orçamento de 2018.

Por si só, este facto demonstra por um lado o seu desprendimento das eventuais benesses que o cargo lhe poderia eventualmente proporcionar e, por outro, como lida o Sr. Presidente da Câmara e o PCP com a diferença de opinião e com a democracia. A vereadora é uma voz incómoda, não vai deixar de o ser!»

Samuel Cruz explicou também que a vereadora é licenciada «em Ação Social e é técnica superior da Segurança Social, há mais de 20 anos. Não desempenha, nem nunca desempenhou, ao contrário do que foi afirmado até à exaustão, nenhum cargo de direção ou chefia» e «nunca foi beneficiada enquanto funcionária pública, por ser vereadora da Câmara Municipal do Seixal ou por ser militante do Partido Socialista».

Segundo o deputado municipal «como é evidente não teve, nem poderia ter, qualquer responsabilidade no processo decisório que conduziu à vacinação de 126 funcionários do Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal» e acusa que «o processo vexatório de que foi alvo, não a mancha só a ela, macula também estes 126 trabalhadores que, também têm família e nada fizeram que justifique tamanha sanha. Em política não vale tudo, não pode valer tudo!».

Frisando que decorrem de momento dois inquéritos para apurar o ocorrido, salientou que «nesta que é a casa por excelência da democracia no concelho do Seixal, faz-se o debate político e é nesse campo que a Vereadora Elisabete Adrião se apresenta, de cabeça erguida, com orgulho, ciente do dever cumprido de quem está na primeira linha do combate a esta pandemia».

Samuel Cruz criticou também o facto de «a facilidade de acesso á informação não representa mais, e mais esclarecida informação, mas antes patenteia campo fértil para interesses obscuros que manipulam as massas com recurso a informação falsa, ou pelo distorcida, como é o caso.

As notícias que fustigaram a vereadora Elisabete Adrião, as denúncias de que foi alvo (junto da sua entidade empregadora, dos Tribunais e dos órgãos de comunicação social) tiveram sempre a mesma fonte, a mesma origem, e a proximidade das eleições autárquicas deste ano não lhes é alheia.»

Outra crítica foi também dirigida à comunicação social, nomeadamente a um órgão específico: «A presente campanha difamatória teve diferentes atores e diferentes intensidades, um órgão de comunicação social destacou-se, no entanto, entre os demais, foi ele o Correio da Manhã TV, detido pelo grupo Cofina.

O volume de ajustes diretos feitos pela Câmara Municipal do Seixal ao grupo Cofina, neste mandato, ascende a 716.254,39€.»

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