Opinião

É urgente agir

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Na passada quinta-feira, um jovem foi atropelado no Concelho do Seixal quando se encontrava a fugir de outros jovens que lhe estavam a fazer bullying.

Após ter visto os vídeos que circulam nas redes sociais, gravados pelo grupo que praticava danos ao jovem em questão, não consegui ficar indiferente. Talvez por ser também eu jovem e ainda ter as minhas memórias de criança muito frescas, talvez porque experienciei com proximidade o que é isto do “bullying” e de ser vítima de bullying.

Lembro-me de estar na escola e de ser constantemente confrontada pelos agentes da Escola Segura e pelos professores com ações de sensibilização para o bullying e para todos os seus tipos, mas a verdade é que este continuava a existir e, muitas vezes, assisti à inércia de agir, dos mais jovens aos mais crescidos. Com frequência, não foram utilizados todos os meios possíveis para impedir que outras crianças e jovens se tornassem agressores.

Com isto quero dar a entender que alguma coisa está muito mal e que a mensagem não está a ser passada. Em que tipo de sociedade vivemos quando não conseguimos combater o bullying? Em que tipo de sociedade vivemos quando diariamente as crianças permanecem em silêncio por sofrerem bullying?

Sempre ouvimos dizer que as crianças conseguem ser maldosas. Eu acredito que as crianças são sobre tudo inconscientes e cabe aos adultos e às escolas ter o papel de educar e incutir certos valores aos mais novos.

Condeno veemente situações deste cariz. Infelizmente, este jovem pagou um preço caro para nos ensinar a todos que o bullying ainda existe e que é necessário agir para combatê-lo. Mostrou-nos, também, que é urgente um sistema de educação que sustente as crianças e os jovens e que lhes incuta valores como o respeito, a empatia e a preocupação pelo próximo.


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