Opinião

E agora? Não há São?

Uma crónica de Pedro Dias.

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Chegamos ao fim do Verão mas não é o fim de Setúbal.

Estamos em Outubro. Temperaturas quentes para a época mas o setubalense não se queixa.

Pelo contrário, enquanto houver calor, há praia e por consequência turistas.

Dos últimos anos para cá, Setúbal está cada vez mais dependente dos turistas. Turistas estes que veem de todo o mundo.

E á parte de toda a beleza, gastronomia, acolhimento que podem usufruir em Setúbal, o que lhes fará falta, caso um azar lhes aconteça?

Um hospital.

Muito se escreveu nestes dias sobre a atitude dos profissionais de saúde no Hospital de São Bernardo. Uns a favor e outros contra ( como seria de esperar numa democracia), mas o que muitos não percebem, é a imagem negativa que passa de Setúbal para o exterior. Uma cidade cujo o turismo cada vez mais traduz-se em crescimento, investimento e realojamento de famílias estrangeiras, que com muita pena minha devem estar a pensar se vale a pena ficar cá a viver.

Ninguém no seu perfeito juízo, com crianças ou já em idade de precisar de atenção continua, gostaria de se fixar numa cidade cujo hospital está sem muitos profissionais e especialidades?

Quem no seu prefeito juízo pensa que esta situação é normal e que está tudo bem naquele hospital?

Quem no seu prefeito juízo consegue esperar horas a fim num urgência para depois dizerem-lhe para ir para casa que não á nada que possam fazer?

Portugal é dos países que maior carga fiscal têm. Eu pessoalmente não me importo de pagar mas desde que pague pelos serviços e estes existam. Ninguém gosta de ir a um restaurante, pagar fortunas e comer “peixe de há 3 dias”.

Algo tem que mudar. Algo tem que ser feito.

Mas enquanto nada acontece, os Setubalenses concentram-se em fazer aquilo que fazem melhor.

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Sobreviver.

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