Saúde

Droga presente no xarope da tosse cria altos níveis de adição e preocupa especialistas

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A codeína está a preocupar as autoridades portuguesas: a droga, altamente aditiva, está a ganhar terreno no nosso país e, segundo dados da Polícia Judiciária, após sete anos sem registos de situações, foram agora reveladas novas apreensões, com os peritos a garantirem que esta droga está a conquistar espaço no mercado ilícito, receando que o seu consumo se torne generalizado. As autoridades aconselham as comunidades médica e farmacêutica a estarem atentas, uma vez que a codeína é comercializada em xaropes para a tosse.

“Já não há dúvidas de que há difusão no mercado ilícito, é irrefutável”, explicou Ricardo Dinis-Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Ciências Forenses em declarações à CNN Portugal, sublinhando que nos últimos anos e até Outubro de 2022, foram apreendidos mais de 70 quilos de codeína.

As redes sociais têm contribuído para o desenvolvimento do fenómeno, fazendo com que chegue a muitos jovens. Carlos Cleto, técnico superior da Divisão de Prevenção e Intervenção Comunitária do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), sublinhou que “neste momento, o que temos encontrado é alguma facilidade em conseguir comprá-la em situações que estão vedadas directamente ao consumidor, através da internet, da deep web e da dark net”. Os xaropes para a tosse, que se vendem em Portugal com receita médica, têm registado “uma maior procura, impulsionada pelas redes sociais”, revelou ainda o especialista citado pela estação televisiva.

O uso recreativo de codeína tem sido crescente a nível global – um estudo recente do Parlamento Europeu aponta que a procura por este opióide subiu cerca de 27% na última década e tem sido também muito associada à “cultura rave, de festas, e ao ambiente de clubes e de discotecas”, especialmente nos Estados Unidos, onde “já é uma moda muito vincada na sociedade”, garantiu ainda Ricardo Dinis-Oliveira.


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