Palmela

‘Dress a Girl’ ou como um vestido pode fazer uma criança feliz

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Este é o conceito do projecto ‘Dress a Girl’, que foi fundado em 2009 e consiste em fazer vestidos e calções para crianças que vivem em países carenciados.

Adélia Caixeiro, Edite Ribeiro, Elisa Correia e Lucete Cruz, uniram-se e criaram o núcleo de Palmela, que a partir de hoje e até 19 de Outubro vai ter patente o seu trabalho e objectivos no Espaço Cidadão da Junta de Freguesia de Palmela.

“Trata-se de um trabalho voluntário e que nos seduziu porque tem uma forma de pensamento aliciante: trata-se de um projecto para crianças até aos 12 anos e não mexe com dinheiro porque apenas fazemos as peças de vestuário com tecido oferecido”, explicaram as responsáveis na singela cerimónia que inaugurou a exposição.

Os agradecimentos foram para “a Câmara Municipal de Palmela que em 2017 nos arranjou um cantinho para iniciarmos este projecto e para a Junta de Freguesia de Palmela, que em 2018 nos encontrou um novo espaço”, mas deixaram também um pedido ao vereador Adilo Costa: “sensibilize os serviços da autarquia para arranjarem mais tecidos para podermos continuar com este programa”.

E o pedido de tecidos é para toda a comunidade, embora com algumas características, porque deve ser em algodão, tendo em conta que as crianças a que se destinam lidam com fogueiras, evitando assim usarem vestidos ou calções de matérias inflamáveis; e também devem ser muito coloridos, e não brancos, porque nem sempre é possível obter água para a sua lavagem.

“Apenas um metro chega para fazermos um vestido para uma menina, e temos de pensar que poderá ser o único vestido que terá em toda a sua infância.”

Mas além da questão de visual, este projecto ajuda a proteger as crianças dos predadores humanos. “Cada vestido ou calção tem uma etiqueta com o logotipo da ‘Dress a Girl’, e embora sejamos uma ONG, quem vê esse logotipo acaba por se afastar das crianças porque supõe que se trata alguma farda governamental, logo, estão mais protegidas.”

Desde que se iniciou em 2017, a ‘Dress a Girl’ – Palmela já conseguiu fazer 1300 vestidos e calcões, “embora menos destes porque começaram a pedir há menos tempo roupa para os meninos, confeção que se iniciou em Portugal, e as pessoas gostam mais de fazer vestidinhos”.

Presentes na cerimónia estiveram o vereador e vice-presidente da autarquia palmelense, Adilo Costa, e o presidente da Junta de Freguesia de Palmela, Jorge Mares.

Ao Diário do Distrito, o vice-presidente afirmou que “é muito importante um projecto destes para o concelho de Palmela, porque se trata de um projecto de ‘costura solidária’, algo que não é muito habitual. Sabemos que no que respeita ao vestuário, a maior parte das vezes o mesmo é doado, em segunda mão, mas aqui trata-se de peças a estrear e únicas. É um trabalho muito importante que o grupo de Palmela está a fazer, com encaminhamento para vários pontos do mundo, e que coloca as crianças em primeiro lugar.”

Relativamente ao papel da autarquia, Adilo Costa adianta que “pretendemos entrosar melhor o ‘Dress a Girl’ com outras actividades que temos ao longo do ano, e esta exposição foi um primeiro passo, mas queremos ir mais longe e a seguir dar a conhecer o projecto junto das escolas do concelho, em contacto com a comunidade educativa mas também com os encarregados de educação que podem vir a ajudar também este projecto que é tão lindo, um verdadeiro projecto do coração.”

Para Jorge Mares a exposição foi uma forma de “a Junta ser solidária com quem é solidário. Além de dar a conhecer este projecto solidário, e contribuir para que as pessoas conheçam o trabalho notável e diferenciado de todos os outros, para ajudar crianças em alguns países africanos, a exposição também serve para dar vida às instalações do Espaço Cidadão, que está no centro histórico de Palmela, e por isso precisamos de cativar a população a visitar-nos.

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Por outro lado ainda, temos a nossa Comissão Social de Freguesia e por isso apraz-nos muito receber este tipo de trabalho até para consubstanciar o nosso trabalho enquanto autarquia.”

O autarca deixou ainda o convite para a população passar pelo Espaço Cidadão, durante o horário de expediente da Junta de Freguesia, “porque as nossas portas estão sempre abertas”.

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