Setúbal

Dores Meira fala pela primeira vez sobre o novo palácio de Berardo: “A ilegalidade não era tão gritante”

publicidade

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, falou pela primeira vez, e em exclusivo, ao Jornal Concelho de Palmela – JCP, sobre as polémicas daquele que é denominado na comunicação social como o “novo palácio de Berardo”.

A autarca admitiu que tomou conhecimento das obras de requalificação da antiga estação rodoviária, em Vila Fresca de Azeitão, pela Bacalhôa Vinhos de Portugal, mas mesmo sem processo de licenciamento concluído a obra avançou, sem uma ação célere do município que aguardou a revisão do PDM, uma vez que era “a única forma de viabilizar um projecto daqueles”, explica a autarca.

Maria das Dores Meira alertou no entanto “que a maior parte daquelas edificações, aquilo é composto por uma série de armazéns quase todos eles legalizados e, portanto, a ilegalidade não era tão gritante”, elucida. Adiantando que em todo o complexo só as “fachadas e a união [dos edifícios] (…) estava ilegal”, completa.

Assim, para Maria das Dores Meira o “que estava ilegal era proporcionalmente baixo, face aquilo que estava legal” e perante uma “oportunidade de um investimento daqueles, que requalifica uma coisa que estava muito degradada, que estava em ruínas, que não dignifica nem Azeitão e nem Setúbal, e que pode trazer riqueza à região, à nossa cidade e à Península de Setúbal”, acabou por aguardar a revisão do PDM.

O “novo palácio de Berardo” verá num futuro próximo a legalização: “As pessoas vieram fazer um pedido de alteração de PDM que foi considerado por nós e está a ser discutido nas entidades oficiais. Assim que o PDM estiver revisto, os pareceres que estão negativos já se enquadram no PDM novo e legaliza toda aquela operação”, prevê.

Maria das Dores Meira informa ainda que no espaço vai nascer “um centro de interpretação de arte contemporânea” e que não podia “perder a oportunidade de aproveitar aquele investimento que alguém estava a fazer, ainda por cima na cultura, na arte, que pode ser uma âncora de desenvolvimento para aquela zona”.

Relativamente às críticas, alerta para o estado de degradação do antigo edifício com “óleos que iam para a estrada e que estavam na própria garagem” e as “várias toneladas” de amianto que foram tiradas do local, mas que “ninguém fala nisso, porque não interessa para nada, mas para nós interessa o que ali foi limpo”, defende-se.

Artigos Relacionados

One Comment

  1. Para uns , não é tão gritante estarem ilegais ,para outros por muito menos, vai tudo abaixo e com multas. Será que é assim que certos políticos estando em certos cargos, enriquece a “trabalhar”? (Como afirmam).

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui