País

Distribuição de cerveja pode ficar comprometida com greve na Sociedade Central de Cervejas e Bebidas

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Depois da que ficou conhecida como «a crise dos combustíveis» Portugal pode estar à beira de outra ‘crise’, desta feita devido à greve dos trabalhadores da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC), dona da Sagres, iniciada hoje e que está a registar uma adesão de 100%.

Em declarações à agência Lusa, Rui Matias, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), disse que a greve irá decorrer durante toda a semana em três períodos distintos de duas horas: das 00:h00 às 02h00, das 05h00 às 07h00 e das 08h30 às 10h30.

Os trabalhadores da Central de Cervejas reclamam “aumentos salariais dignos e justos”, que diminuam “a desigualdade salarial”, exigindo uma atualização “na ordem de 4%”, num mínimo de 40 euros, e de 1% no subsídio de turno.

De acordo com o SINTAB, “se até às 10h30 de terça-feira não houver nenhuma tentativa de negociação por parte da empresa, os trabalhadores vão também deixar de fazer trabalho suplementar durante todo o ano, até que a empresa os chame novamente para fazer uma negociação séria”.

Segundo o Sindicato os trabalhadores da SCC fazem muito trabalho suplementar aos sábados, domingos e feriados, e Rui Matias avisa que, se não for possível chegar a um acordo, num prazo de dois meses começará a faltar cerveja no mercado.

Da parte da empresa, o diretor de comunicação e relações institucionais da SCC, Nuno Pinto de Magalhães, garantiu que esta está aberta “ao diálogo”, mas que face à greve agora iniciada as negociações do Acordo de Empresa (AE) estão pendentes, esclarecendo que o protesto “tem um potencial máximo de aplicabilidade a cerca de 300 colaboradores da unidade abrangidos pelo AE, que representam cerca de 50% do total”.

A administração da SCC recordou que nos últimos três anos o acordo alcançado em termos salariais “foi sempre acima do valor da inflação verificada”, tendo ascendido em 2016 a 2% de aumento, num mínimo de 20 euros, a uma atualização de 30 euros em 2017 e a uma subida de 2%, num mínimo de 20 euros, no ano passado, acrescido de um prémio individual de 1.000 euros para todos os colaboradores abrangidos pelo AE”.

 

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