Dezasseis anos de prisão para homem que matou Açucena Patrícia

Abel Fragoso foi condenado a 16 anos de prisão por um crime de condução perigosa, um de homicídio qualificado, na morte de Açucena Patrícia, e 11 de tentativa de homicídio, relacionados com as pessoas que atingiu com a sua viatura nas Festas da Moita em 2018.

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Abel Fragoso, que a 16 de Setembro de 2018 atropelou mortalmente a jovem Açucena Patrícia, de 17 anos de idade e irmã do jogador de futebol Djaló, foi condenado hoje a 16 anos de prisão efectiva pelo colectivo de juízes do Tribunal de Almada.

O homem foi condenado por um crime de condução perigosa, um de homicídio qualificado, na morte de Açucena Patrícia, e 11 de tentativa de homicídio, relacionados com as pessoas que atingiu com a sua viatura nas Festas da Moita em 2018.

O coletivo de juízes considerou que o arguido se sentiu humilhado, pelas agressões que sofreu momentos antes, e que terá sido esse o motivo do atropelamento.

O atropelamento ocorreu durante as Festas da Moita, quando Abel Fragoso embateu num grupo de seis pessoas numa rua fechada ao trânsito, nas Festas da Nossa Senhora da Boa Viagem, na Moita, tendo provocado a morte de Açucena Patrícia e ferimentos em outras cinco pessoas, que receberam tratamento hospitalar.

Nas alegações finais do julgamento, em novembro, a procuradora do Ministério Público (MP) Fernanda Matias defendeu que o arguido, Abel Fragoso, seja condenado a 12 anos de prisão por homicídio simples e 11 homicídios na forma simples tentada (tentativas de homicídio), além de uma pena acessória de inibição de conduzir por três anos.

O jogador vai ainda receber uma indemnização que ronda os 80 mil euros, pela morte da irmã, e também outro irmão da jovem irá receber uma indeminização, embora ao contrário de Djaló, não a tenha solicitado legalmente.

O julgamento teve início no dia 14 de outubro e ficou marcado pela apresentação de «três versões» por parte do arguido, apesar de o Ministério Público ter considerado que a declaração dada em primeiro interrogatório foi a que teve «mais credibilidade» porque foi a «mais espontânea e sem interferência de terceiros».

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