AtualidadeDestaqueDistritoDistrito SetúbalJustiçaLisboa

Detidos da ‘Operação Sem Rosto’ podem ter vandalizado casa de Bruno Lage

- publicidade -

Questionado em conferência de imprensa sobre se entre os suspeitos detidos poderiam estar os responsáveis pelos insultos inscritos nas paredes das casas de Bruno Lage e Pizzi, pelo menos, o agente da força policial responsável pela investigação assumiu que pode “haver uma relação direta ou, pelo menos, da mesma natureza com esses factos”.

[themoneytizer id=”61056-28″]

 

“Não consigo concretizar que haja uma relação direta entre os arguidos detidos hoje com essa situação, mas esses factos estão sob investigação e existe a possibilidade de, entre os suspeitos detidos hoje e os que possam vir a ser identificados, haver uma relação direta ou pelo menos da mesma natureza”, disse o comissário da Polícia de Segurança Pública (PSP).

As ações de detenção resultaram de uma operação que visou vários crimes relacionados com a claque não oficial do Benfica, tendo sido detidas seis pessoas por factos diretamente ligados à investigação, enquanto outra foi detida de forma “colateral” à investigação, na noite de quarta-feira.

Os seis detidos relacionados com a investigação têm idades compreendidas entre os 22 e os 33 anos e serão presentes na sexta-feira ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, onde irão responder por um crime de homicídio na forma tentada, dois crimes de roubo, vários crimes de agressão e situações de dano e furto.

A pessoa detida colateralmente na noite de quarta-feira foi notificada para comparecer hoje no Tribunal da Amadora, para responder por posse de arma de fogo proibida e substâncias estupefacientes.

“Foram realizadas buscas domiciliárias nos espaços destes seis suspeitos e encontrados vários objetos de natureza proibida, um revólver [de calibre] 0.22, várias munições desse calibre, soqueiras, facas de diversa natureza e configuração, potes de fumo, balaclavas e vários outros artefactos que permitem identificar a sua ligação clubística e outros objetos, nomeadamente, sprays que eram utilizados para grafitar determinados locais com frases de intimidação e provocação”, detalhou o comissário Bruno Pereira.

De acordo com o responsável da força policial, a ‘Operação Sem Rosto’, que teve início em maio de 2019, incidiu sobre duas linhas de investigação, uma a “factos cometidos em estádios de futebol”, como “agressões a agentes e adeptos de outros clubes portugueses e estrangeiros”, outra sobre “ações planeadas com reconhecimento prévio junto de moradas, viaturas e rotinas” que permitiriam aos suspeitos “orquestrar ataques a adeptos rivais” em locais com maior probabilidade de sucesso.

A agressão a dois adeptos da Juventude Leonina na zona do Lumiar, em maio, está também “indiciada relativamente a estes factos”, confirmou o mesmo responsável da força policial que conduziu a operação.

“Havia ações claramente planeadas, orquestradas e é bem indicativo disso mesmo o facto de serem encontrados manuscritos com elementos de identificação e informações relacionados com jornalistas, pessoas com cargos de direção em clubes, comentadores de televisão, claramente demonstrativo daquilo que eram os impulsos que moviam estas ações e grau de planeamento prévio, que foge ao que é uma mera reação de oportunidade ou estímulo”, concluiu o comissário.

Os factos sob investigação reportam-se a “claramente mais de duas dezenas de vítimas” e o comissário não descartou a hipótese de virem a ocorrer mais detenções.

Todas as buscas foram realizadas na Área Metropolitana de Lisboa, nos concelhos de Lisboa, Amadora, Loures e Vila Franca de Xira.

Da operação “espera-se que resulte efeito dissuasor” para quem possa ter “potencial para realizar este tipo de atos”, referiu ainda o comissário.

Os No Name Boys são um grupo organizado de adeptos com ligação ao Benfica, mas não reconhecido de forma oficial pelo clube da Luz, enquanto a Juventude Leonina é uma claque oficial do Sporting, à qual foi retirado o apoio, esta época, pela direção do clube de Alvalade.

Em maio, um homem alegadamente pertencente à Juventude Leonina foi agredido por um grupo de mais de 30 indivíduos com camisolas dos No Name Boys.

- publicidade -

Já este mês, após o empate 0-0 do Benfica com o Tondela, no Estádio da Luz, o autocarro que transportava dos jogadores ‘encarnados’ de volta ao centro de estágio, no Seixal, foi apedrejado na A2, causando ferimentos em Julian Weigl e Zivkovic.

Na mesma noite, as residências do treinador Bruno Lage e do ‘capitão’ de equipa Pizzi foram vandalizadas com frases intimidatórias inscritas em spray nas paredes exteriores.

Ambos os atos terão sido cometidos, alegadamente, por elementos de uma fação radical dos No Name Boys.

[themoneytizer id=”61056-1″]

 

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui