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Opinião

Desmascarar os impostos

Uma crónica de Vitor Vicente

Vivo no estrangeiro há cerca de dezasseis anos. A pergunta mais frequente terá sido: “Aí também conta para o IRS?”.

Na maior parte dos casos, a resposta é um redondo não. Algumas pessoas tendem a reagir com um sorrisinho vitorioso aka vingativo, regozijados por uma vez na vida, se sentirem em vantagem em relação ao emigrante que pensam fazer fortunas lá fora aka onde faz frio; enquanto guardam a fatura no bolso, com a diligência que somente o boletim do euromilhões merece.  O resto da papelada acaba inevitavelmente na máquina de lavar. Uma percentagem das faturas para o IRS tem idêntico destino trágico.


Falando de percentagens. Poucos portugueses se dão ao trabalho de calcular quanto descontaram em impostos vs. quanto vão receber de volta. Fosse o caso, jamais reagiriam com genuína gratidão para com os “novecentos e tal euros” que lhes paga a semana no sul de Espanha, o seguro do carro, ou a nova máquina de lavar onde continuarão a triturar acidentalmente faturas, qual destruidora de papel confidencial.

Outro cálculo que não passa pela cabeça do pessoal é quanto (fracção) dos impostos pagos são verdadeiramente usufruídos.

Posto isto, alguns me acusarão de querer acabar com os impostos. Outros, cautelosos, me perguntarão o que fazemos aos impostos.  A solução, suponho, passa por reduzir radicalmente a carga fiscal.

Presumo que, chegados a este ponto do debate, alguém questione-me que fazer aos idosos com reformas baixas.  Infelizmente, eles precisam de ajuda do estado; são, de resto, um bom exemplo para justificar a necessária existência “evergreen” dos impostos. Por outro lado, convém lembrar que não representam o todo da população portuguesa, a quem se deve evitar que se tornem nos futuros “idosos com reformas baixas”, assegurando salários líquidos mais altos que os atuais, o que lhes aumentaria o poder de compra e, por consequência, contribui para a criação de emprego. Também não será de descartar o incentivo a reformas privadas, outro motor de uma economia robusta.

Sei que toquei num ponto sensível. O nosso Primeiro certamente me diria“ A saúde não é um negócio”. Antes de responder à letra, reconheça-se que se trata de uma frase feita, de um chavão devidamente ornamentado, tão orelhudo e catita quanto as lutas wokistas contra a discriminação.

Agora, desmascaremos o argumento. A saúde não será um negócio, mas também não deve constituir arma de governo. Fingir que tomam conta de nós quando, na verdade, nos controlam (como foi o caso durante a tal da pandemia), comprometendo uma certa soberania e oportunidade de crescimento enquanto indivíduos, não é outra coisa senão um comportamento cínico e pleno de malícia.

Tiremos as máscaras dos impostos. Os ditos terão eventualmente sido nossos amigos num par de circunstâncias, contudo na maior parte revelaram-se um autêntico impostor.  Há que manter distância de quem nos prega rasteiras; a distância necessária para que não nos passem a perna. Tanto dos impostos, como dos socialistas que sorrateiramente os impõem.


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