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Descartáveis

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Em uma cultura que parece privilegiar o instante, sem aparente memória, muitas são as pessoas que vivem um marasmo de emoções. Entre o ontem, o hoje e a hipótese de um amanhã. Perdidas dentro de si. Enclausuradas no medo.

Muitos são os pacientes que se dizem enganados, no amor, no trabalho, na família, na escola. Debatem-se com o valor das palavras, das promessas por cumprir, algumas sussurradas, outras pronunciadas bem alto para o mundo ouvir.

Afinal quais são os nossos valores? Em que acreditamos? Consegue responder? O que serve de guia para a sua vida?

Honestidade, lealdade, respeito, dignidade. Estes serão alguns dos mais nomeados. Mas o que realmente significam hoje?

Quanto tempo dura a sua verdade? Quais são os compromissos que de facto consegue assumir? E com quem? Consigo própria? Com alguém que ama? Com as pessoas com quem trabalha?

Quanto tempo dura a sua lealdade? A sua palavra? Quais as circunstâncias que a levariam a abdicar de si? Ou nada, nem ninguém poderá levar a tal?

A desilusão faz parte da vida. Na realidade, muitos de nós permitem a ilusão, não são enganados. Sabem, quase sempre, dentro de si, mas escolhem alimentar o sonho.

Seja responsável. Por si, pelas suas emoções, palavras e comportamentos. Cultive o autoconhecimento. Será mais feliz e terá menos probabilidade de contribuir para o sofrimento de alguém.


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