Almada

Desalojado em Almada grava ‘Fado do Sem Abrigo’

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António Melo Amaro, de 55 anos, e Alda Fonseca Amaro, de 61, perderam a casa onde residiam em Almada há dois meses, e procuram agora uma solução para a sua vida, estando ambos com problemas de saúde.

Perante a situação, e o facto de não poder ser auxiliado pela rede de emergência de abrigos, por terem com eles três animais de companhia, Álvaro Amaro escreveu um fado que tem partilhado nas redes sociais, onde dá conta do seu problema e pede ajuda às entidades nacionais, “não apenas para nós mas para todos os que estão na mesma situação”.

Na reunião camarária de Almada que decorreu esta segunda-feira, o casal foi colocar o problema, uma vez que actualmente habitam “numa ‘barraca’, construída entre duas paredes de betão e onde estamos expostos à chuva e ao frio” referiu Álvaro Melo.

“Fomos vítimas de um despejo por parte do BNA – Balcão Nacional de Arrendamento, a uma semana do Natal, eu e a minha esposa, bem como a três animais. Após o despejo tive de improvisar uma barraca, que já foi visitada por elementos da Associação Sorriso, por uma técnica da Segurança Social através da Santa Casa da Misericórdia de Almada.

Não temos segurança nem condições, quando a tempestade «Elsa» passou aqui, ficámos em pânico porque parecia que tudo iria pelos ares.

Temos tentado tudo, desde a Divisão de Habitação de Almada, à Linha 144 de Emergência e à AMI. Demos essas voltas todas, e continuamos sem casa.»

Outro problema que se coloca ao casal tem a ver com os três animais que possuem, “e que não queremos abandonar, não só pelo amor que lhes temos, como também porque a Lei o proíbe. Pedi ajuda até à Animalife, para podermos colocar por algum tempo os nossos animais, e a resposta que tenho é que os canis da margem sul já não aceitam animais por estarem lotados.”

A vereadora Maria Teodolinda Silveira (PS) explicou que “os serviços camarários foram informados da situação em Janeiro, mas as situações de despejo cabem à Segurança Social, que devia acionar os apoios, e depois na situação de emergência, é a AMI – Ajuda Médica Internacional, através das suas respostas sociais em Portugal, que os pode proteger.

No entanto, essa resposta não serve no vosso caso, porque têm os três animais, que não podem entrar no Centro Porta Amiga de Almada.

Da parte da Câmara Municipal não temos respostas de casas disponíveis. Não temos apenas o seu problema, mas por cada casa libertada, temos vários pedidos, mas iremos tentar dar toda a ajuda a tentar resolver e irei voltar a reforçar com os serviços a atenção ao vosso problema.”


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