O Dr. Alcides Pereira, director do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Garcia de Orta (HGO) onde exercia há largos anos, foi demitido pelo Conselho de Administração na sexta-feira, segundo um comunicado do Sindicato Independente dos Médicos.
Os médicos de Ginecologia/Obstetrícia ameaçam a demissão em bloco, avisa o SIM e alerta ainda que «face ao elevado número de horas extra e indiferenciadas das equipas, o Serviço de Medicina Interna poderá ser a próxima vítima».
No mesmo comunicado o SIM solidariza-se com todos os médicos do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia e com o seu Diretor, «que foi demitido de forma indigna, tendo sido posta em causa a grande qualidade deste Serviço que, apesar do pequeno número de profissionais, tem feito um trabalho notável.
Para além da sua reconhecida competência técnica, o Dr. Alcides é um elemento dinamizador e agregador daquela Unidade Hospitalar.»
O SIM acusa ainda o CA do Hospital de ter tomado «medidas vergonhosas na gestão do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia em geral e em particular do Bloco de Partos, comprometendo a segurança dos doentes.
Foram inclusivamente emanadas diretrizes com o selo da GCL-PPICRA sem que esse grupo tivesse disso conhecimento.
A reestruturação exigida pela Covid-19 e o planeamento da retoma foram feitos de forma déspota pelo CA, sem lógica clínica e sem consulta da Direção de Serviço.
Mais, o CA do HGO quer exigir que os médicos de Ginecologia/Obstetrícia trabalhem todos os dias para além do seu horário, assegurando consultas e atividade de forma despropositada.»










































