Demasiado tempo de antena na Assembleia da República

Mais uma rúbrica dos Espatafúrdios do Quotidiano.

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O povo estava em pulgas para assistir às primeiras intervenções de dois deputados em particular, na Assembleia da República – falamos, obviamente, de André Ventura e Joacine Katar Oliveira.

O Estapafúrdios do Quotidiano, ao contrário do povo, esteve mais interessado em observar as reacções de António Costa e Catarina Martins, perante as intervenções dos novos deputados. E, para nosso próprio espanto, as reacções do Primeiro-ministro e da líder do Bloco de Esquerda foram, de facto, muito estapafúrdias…

 

António Costa

Assim que Joacine subiu ao púlpito e principiou a sua intervenção, António Costa levantou-se da sua cadeira e dirigiu-se à casa-de-banho. Enquanto Joacine discursava, Costa fez um chichizinho, saiu da casa-de-banho, mas regressou imediatamente à mesma porque deu conta que não tinha lavado as mãos. Secou as mãos nas calças, porque não havia papel e o secador de mãos estava avariado.

De seguida, lembrou-se que se esquecera de comprar charutos e aproveitou para dar um pulinho a uma tabacaria para adquirir os mesmos. De seguida, sem saber o porquê, lembrou-se que há muito tempo que não ia passear ao Parque Eduardo VII. Chamou um Uber e lá foi ele.

À chegada ao Parque Eduardo VII, acendeu um charuto e deitou-se na relva de barriga para cima a olhar o céu. Aquilo lembrou-lhe Goa. Então, sabendo que tinha tempo para isso, apanhou um avião para Goa só para beber um cafezinho. Não se prolongou muito e regressou imediatamente a Portugal. No regresso à Assembleia da República, encontrou o velho que o confrontou e que quase o fez perder a paciência durante as eleições. Acabou à batatada com o velho de óculos de sol, mas acabou por ser surpreendido pela rigidez do idoso e acabou derrotado. Voltou ao seu lugar no preciso momento em que Joacine terminava o seu discurso com um “O-o-o-briga-a-a-a-do”.

Catarina Martins

Assim que André Ventura se levantou da sua cadeira para se dirigir ao púlpito, já Catarina Martins estava de saída, igualmente com a desculpa que teria de ir à casa-de-banho. Ao dirigir-se para a casa-de-banho das mulheres, uma senhora que ia a passar alertou-a que aquilo era a casa-se-banho das mulheres e que deveria dirigir-se antes à casa-de-banho dos homens. Tudo não passou de um mal-entendido, pois a senhora viu Catarina Martins de costas, munida de um blazer e calças de ganga, e pensou tratar-se de um homem.

Enquanto se encontrava sentada da sanita, Catarina Martins lembrou-se que se tinha esquecido de comprar legumes para a sopa que iria fazer para o jantar e aproveitou para ir a uma mercearia ali perto. Como aquela mercearia não tinha alho francês, teve de ir a uma outra mais longe. Ao passar por uma ervanária cujo dono era seu amigo de longa data, lembrou-se que podia adquirir ervas para os seus chás que lhe faziam uma calmante companhia à noite, antes de ir para a cama.

No regresso à Assembleia da República, apercebeu-se que o seu amigo da ervanária, afinal, não lhe tinha vendido ervas para chá, mas sim canábis. Não ficou aborrecida. Em vez do chá, naquela noite iria fazer antes uns bolinhos de canábis para acompanhar o café depois de jantar. Chegou à sua cadeira no preciso momento em que André Ventura terminava a sua intervenção com um “Viva o Benfica!”.

Enfim, é o que temos…

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Texto escrito por Gil Oliveira e Ricardo Espada

 

 

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