Curados de Covid-19 ocupam camas no hospital por falta de respostas sociais

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As altas de doentes de covid-19 atrasam cerca de duas semanas para 20% dos doentes curados, sem qualquer tipo de necessidade. Em 2020, estes e outros internamentos sociais, vão custar ao Estado 184 milhões de euros.

Assim, os dados do mês de maio indicam que que 18% dos doentes curados continuaram internados por, em média, 16,5 dias, dada a “falta de capacidade de familiares ou cuidadores”, problemas dos lares em “garantir condições apropriadas de isolamento” ou por se encontrarem a “aguardar por um teste negativo para poderem ser admitidos” na Rede de Cuidados Continuados.  A maioria, na ordem dos 73%, dos doentes internados sem precisarem, localizam-se na região Norte e a nível etário com idade igual ou superior a 70 anos, na ordem dos 77%.

O número de internamentos sociais no geral, em comparação com o ano passado, aumentou 87%. Assim, até maio de 2020, os casos sociais atingiram a marca dos 1551 casos, a afetar na sua grande maioria, idosos com mais de 65 anos, internados em unidades de Lisboa e Vale do Tejo e no Norte do país. Os dados podem sofrer oscilações porque este ano foram analisados mais sete hospitais.

O tempo que os idosos permanecem em internamento social a aguardar um destino, já chegou, num caso em particular, a mais de sete meses de espera para sair do hospital, no total 220 dias.

Os dados assustadores são do barómetro especial sobre internamentos sociais, da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). O estudo anual tem, na 4ª edição, um levantamento sobre os doentes de covid-19 realizado durante o mês de maio. O documento é apresentado hoje, numa iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, da EY e da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

Relativamente aos dados avançados pelo estudo, Alexandre Lourenço, presidente da APAH, reforça que  “deveria ter havido respostas sociais para os doentes com Covid-19 que não necessitam de cuidados hospitalares.” E que estes dados podem auxiliar para que nas “segundas ou terceiras vagas” se possa “planear este tipo de resposta de cuidados continuados ou de natureza social”. Porque, além dos custos, os riscos aumentam “por cada dia a mais que o doente está internado”, avança.

Em Lisboa a situação é mais preocupante, já que “o número de respostas é muito reduzido, com processos do século passado.” Pelo que “é preciso reduzir a burocracia de acesso à rede, com processos mais ágeis e automatizados”, para que as autorizações sejam mais ágeis.

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