Cultura e tradição

Esta semana um artigo de opinião de João Merino, deputado municipal do CDS-PP Montijo.

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Cultura – a alma da Democracia!

Cultura é Memória, e uma sociedade sem memória é uma Sociedade sem Futuro!

Ao longo das últimas décadas, temos assistido a uma apropriação por parte da esquerda política portuguesa das instituições, das políticas e agentes culturais, condicionando as escolhas, orientando um caminho de marxismo cultural, e acima de tudo, autoafirmando-se como os paladinos da cultura.

E esta verdadeira Reforma (Agrária) Cultural foi-se instalando sem uma clara oposição por parte, principalmente, dos partidos de direita.

Sendo o direito à cultura um direito internacionalmente reconhecido pela Declaração Universal sobre Diversidade Cultural e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, para além de consignado no artigo 78º da Constituição da República Portuguesa, nenhum português democraticamente eleito, para um cargo público, seja no governo, seja nas autarquias, pode decidir privar ou limitar os cidadãos contribuintes portugueses de fruírem de qualquer património ou bem cultural português. Os valores democráticos não se devem limitar a respeitar unicamente determinadas visões do mundo, defendidas pelas maiorias/mainstream, ou movimentos ocidentais de massas globalizadas.

Há uma maioria silenciosa, mais conservadora, que acredita na preservação da Memória Coletiva, de uma Memória da Origem, como absoluta prioridade para o desenvolvimento da nossa Sociedade!

E como Portugueses temos uma Memória riquíssima.

Registámos a passagem de civilizações como a celta, a romana, a árabe, a cristã entre muitas outras que deixaram enormes contributos culturais, arqueológicos, linguísticos, científicos, etc que ajudaram a construir o que somos hoje.

A recuperação deste legado, a sua investigação, o cuidar desta que é a nossa Memória, desta que é a nossa Herança para o futuro deve ser considerado e defendido como Recurso Estratégico Nacional. Para isto é fundamental que a importância que atribuímos à nossa Memória seja aquela que de facto tem: ser o cerne, o gerador de tudo o que nos rodeia como civilização.

A Matemática, a Filosofia, a Religião, a forma como educamos os nossos filhos, como nos divertimos ou usamos os tempos livres, como cuidamos dos nossos enfermos, dos que nada têm, como produzimos riqueza, como incentivamos o próximo a ser melhor, a fazer melhor, a nunca se conformar no objectivo de uma sociedade evoluída, mais justa e mais livre foi, e sempre será, condicionada pela nossa Memória e terá, sempre, de estar presente nas intervenções públicas e políticas dos nossos responsáveis. E a nossa Memória cultural deve afirmar-se como de Todos e com Todos (criadores, público, comunidades, cidadãos, empresas e instituições).

O nosso tecido artístico e cultural é constituído por estruturas que vão desde as colectividades de bairro, aos teatros e museus nacionais, das manifestações organizadas e complexas às estruturas espontâneas ou de cariz tradicional como o folclore ou a tauromaquia. A nossa riqueza está nesta diversidade, nesta pulsão de força e de necessidades.

A nossa Memória não se manifesta em Cultura de forma marginal ou secundária. Ela é central e vital em toda a nossa vida e fundamental na afirmação e no desenvolvimento do nosso País.

É necessário criar mecanismos e defender a reformulação da Lei do Mecenato para que os privados percebam, participem e contribuam verdadeiramente para este desígnio nacional que é a defesa da nossa Memória!

Devemos propor a definição e coordenação da acção cultural desde os promotores, aos níveis central e principalmente autárquico. E aqui é fundamental o papel das autarquias no desenvolvimento cultural, pois têm sido elas os verdadeiros motores no esforço de preservação de tradições locais e no apoio ao associativismo e à memória colectiva.

O elemento mais unificador da nossa Cultura é a Língua Portuguesa, e devemos assumir, desassombradamente, que a ideia central do Acordo Ortográfico de 1990 – uma ortografia unificada – falhou, e pela nossa parte, pode e deve ser reavaliado quanto aos seus efeitos e problemas, e logo que possível serem retomados os contactos diplomáticos para a sua correcção.

Devemos estar na linha da frente na defesa de uma verdadeira articulação entre a Cultura e a Educação:

– Uma articulação que defenda as boas-práticas existentes e em articulação com os recursos artísticos locais;

– Defendendo o alargamento a todos os níveis do ensino da Música, das Belas Artes e das Artes Populares;

– Criando\abrindo novos cursos no ensino profissional, para as artes populares, como forma de promoção das culturas locais e com isso promovendo a fixação dos jovens no interior.

– Propondo o desenvolvimento de programas regulares de Criação Artística nas escolas como desenvolvimento de novos públicos;

– Fazendo propostas para a optimização do Plano Nacional das Artes, como inclusão e potenciação cultural das actividades performativas e artísticas dentro das Escolas;

– Defendendo a entrada no mercado de trabalho cultural nacional, dos melhores alunos formados nas escolas artísticas Portuguesas.

Mas, também, com a integração da disciplina de História da Cultura Portuguesa que trate a nossa Cultura como ela é, sem pré-conceitos ou estereótipos, proporcionando aos nossos jovens o conhecimento do que fomos, para que, em total liberdade de escolha, possam decidir o que querem ser.

Devemos ser os principais defensores e fiscalizadores de que o Plano Nacional de Recuperação do Património, sob a liderança técnica da DGPC, está dotado de autonomia financeira e decisória que permita a sua plena implementação, ao contrário do que tem sucedido até aqui.

É urgente regular as formas de relação com a rede geral de criadores, formada por agentes independentes, incentivando iniciativas privadas, apoiando a criação e compensando o mérito das propostas e dos resultados das mesmas.

A Cultura poderá ter mesmo um papel determinante na descentralização!

Investir na Memória do País, investir na Cultura é equivalente a investir na Educação ou na Saúde. A Cultura, tal como a Investigação Científica ou a Saúde, paga-se pelas repercussões sociais, económicas e estruturantes que desenvolve.

Temos de passar a ver a Cultura como o que, de facto, ela é:

– Um investimento de grande criação de riqueza económica, humana e social.

– Fonte de afirmação da própria liberdade pessoal e colectiva de um país.

– Principal defensora do nosso Legado para as gerações futuras.

Porque, acima de tudo, ficam as perguntas:

– Não é este o Legado que deveríamos defender para o País e para os Portugueses?

– Sermos os defensores da liberdade de escolha e iniciativa individual?

– Sermos os Conservadores da nossa Memória?

– Sermos os paladinos daquilo que somos, Portugueses?

O CDS tem ser a Voz daqueles que confiam e acreditam:

Na Verdade das nossas origens; Na Realidade de que ser o que somos é fruto de muito trabalho, sacrifício, suor e lagrimas; Na Esperança de um futuro melhor.

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