Bruno Costa está acusado de dezenas de agressões a mulheres que foram suas vítimas. Foi detido pela Polícia Judiciária de Setúbal esta quinta-feira.

A Polícia Judiciária de Setúbal deteve esta quinta-feira Bruno Costa, o conhecido “monstro” do Barreiro, o jovem segurança está indiciado por vários crimes de agressões a mulheres que atacava na cidade do Barreiro e na freguesia de Alhos Vedros, Moita.

O arguido foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de apresentações diárias em posto policial e a proibição de frequentar a zona onde ocorreram os factos já conhecidos.

O individuo esteve hospitalizado na ala de psiquiatria do Hospital do Barreiro, mas acabou por sair com a promessa de continuar a tomar os medicamentos para o seu problema psíquico.

O segurança aterrorizava as mulheres na rua com uma abordagem violenta depois de as seguir na rua sozinhas e sobretudo à noite, depois agredia as vítimas deixando-as sem socorro.

Para além das agressões que fazia, Bruno Costa ainda as insultava e mexia nas partes íntimas das vítimas, havendo alturas que o individuo exibia os órgãos genitais às vítimas das agressões que levava a cabo.

Segundo alguns testemunhos, a PSP do Barreiro registou várias dezenas de queixas de vítimas contra o agressor sexual. Bruno Costa foi detido várias vezes mas colocado em liberdade pelo tribunal.

Já solto acabaria por provocar as mesmas agressões em outras vítimas. Em tribunal terá sempre alegado ao juiz de instrução criminal que sofria de problemas mentais.

Esta quinta-feira a PJ de Setúbal terá reunido todas as provas – queixas apresentadas pelas vítimas – acabando por deter o agressor. Bruno Costa será hoje presente a um juiz de instrução criminal no Barreiro, para conhecer as medidas de coação a serem aplicadas.

No comunicado daquela entidade, é referido que «no passado mês de setembro, junto à estação ferroviária de Alhos Vedros o autor, munido de uma faca, procurou violentar sexualmente uma mulher, só não logrando os seus intentos devido à reação da vítima e à intervenção de terceiros.

No âmbito da investigação efetuada apurou-se ainda que nos dois últimos anos, através das redes sociais e por telefone, o autor procurou aliciar sexualmente uma menor, com 13 anos de idade e uma jovem de 22 anos que ameaçou de morte, havendo notícias de que tal comportamento se vem verificando, pelo menos desde 2012, de forma compulsiva e recorrente com muitas outras vítimas.

A investigação prossegue, visando detetar eventuais situações similares envolvendo o mesmo arguido.»

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