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Covid19: Sindicato dos Médicos exige ‘transparência e seriedade’ nos critérios de vacinação

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O Sindicato Independente dos Médicos quer mais ‘transparência e seriedade’ no processo de vacinação, sobretudo com os critérios em que esta está a ser aplicada.

Segundo o SIM, um mês depois do início da vacinação contra a COVID-19 em Portugal «há apenas 74 mil pessoas com as tomas completas, de um total de 1 milhão e 621 mil pessoas incluídas na primeira fase».

E alertam ainda para que «entre os mais de 141 mil profissionais de saúde do SNS só 57 mil têm as tomas completas, existindo apenas mais 16 mil com a primeira dose, faltando ainda vacinar os milhares de trabalhadores de limpeza e de segurança.

Foram vacinados menos de um quinto dos profissionais de saúde no Hospital das Forças Armadas e não há ainda datas previstas para a vacinação nos Hospitais da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde se incluem o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o Hospital Ortopédico de Sant’Ana e os centros médicos, bem como instituições de saúde das Santas Casas pelo país, hospital e centros médicos do SAMS e Cruz Vermelha.

«Exige-se transparência e seriedade na divulgação do número de vacinas administradas por local e por grupo profissional. Várias unidades prestadoras de cuidados de saúde continuam sem um único profissional de saúde vacinado contra a COVID-19» refere o comunicado.

O SIM exige também um «combate aos oportunistas e chico-espertos que ultrapassam as regras, com punição para além da censura social.

É também fundamental transparência e seriedade nos critérios de seriação das pessoas pertencentes aos grupos prioritários, nomeadamente na seriação das pessoas com mais de 80 anos e pessoas com as doenças crónicas incluídas na primeira fase.»

E relembra que «há um total potencial de mais de 1 milhão e 300 mil doses que terão de ser administradas às pessoas com 80 ou mais anos de idade.

De um total de 800 mil doses que terão de ser administradas às pessoas entre os 50 e 79 anos com doenças crónicas, só 12 mil doses foram ainda administradas.»

Consideram ainda «fundamental» a criação de centros de vacinação contra a COVID-19 com um quadro próprio «que não exija a mobilização de recursos humanos do sobrecarregadíssimo SNS».

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