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Covid19: Jerónimo de Sousa contra medidas do Governo e falta de investimento no SNS

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Num comício que decorreu esta tarde em Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, o secretário-geral do PCP criticou duramente as novas medidas apresentadas pelo Governo para o Estado de Emergência que pretende conter a pandemia de covid19.

Para Jerónimo de Sousa, as medidas são «desproporcionais, incongruentes e desadequadas» e defendeu que a solução para o problema colocado pela pandemia passa pelo reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

«As medidas adotadas pelo Governo na sequência da declaração do Estado de Emergência, aprovado esta sexta-feira na Assembleia da República, com o voto contra do PCP, afiguram-se não só desproporcionais, incongruentes e desadequadas como sobretudo não têm correspondência com as exigências colocadas no plano da saúde pública e da capacitação do SNS para enfrentar a epidemia de Covid-19, e para criar condições de proteção sanitária para que a vida nacional prossiga» referiu o líder comunista.

«Aquilo de que o país necessita é de medidas que estimulem a proteção individual, promovam a pedagogia da proteção e assegurem condições de segurança sanitária para que a vida nacional possa prosseguir nas suas múltiplas dimensões.»

Jerónimo de Sousa alertou para que «não se exercite o medo para tirar direitos dos trabalhadores e criticou «as vozes dos que reclamam mais restrições às liberdades, mais cortes de direitos e mesmo medidas mais musculadas, trocando a pedagogia pela via repressiva no combate à pandemia.

Em vez de suspender, proibir ou impedir atividades ou eventos, o que é necessário é que sejam criadas condições de segurança sanitária para que se mantenham as atividades económicas, sociais, culturais e desportivas.»

O Estado de Emergência vigorará entre segunda-feira e dia 23 de novembro e 121 concelhos vão estar sob medidas de recolher obrigatório, entre outras.

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