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Covid-19: 64% dos doentes com queixas respiratórias no Garcia de Orta eram graves

Cerca de 64% dos doentes com queixas respiratórias que chegaram na segunda-feira de ambulância à urgência do Hospital Garcia de Orta eram graves.

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Cerca de 64% dos doentes com queixas respiratórias avaliados pelas equipas que fazem a pré-triagem e que chegaram na segunda-feira de ambulância à urgência do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, eram situações de gravidade considerável.

Em declarações à agência Lusa, o responsável dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM, António Táboas, disse que a grande maioria dos doentes avaliados tinha uma gravidade considerável (cerca de 64%) e 36% eram menos graves, tendo sido encaminhados para centros de saúde e para o domicílio.

“Houve uma redução do número de ambulâncias. Identificámos doentes com maior gravidade que foram rapidamente admitidos. Observámos na segunda-feira na pré-triagem 22 doentes, dos quais três foram encaminhados para o centro de saúde e um teve alta. Os restantes 18, a grande maioria, tinha uma gravidade considerável”, adiantou.

Uma área de pré-triagem de ambulâncias foi instalada no domingo no HGO, em Almada, no distrito de Setúbal, para fazer face à pressão assistencial à covid-19, que já elevou a taxa de ocupação da unidade hospitalar a 323%.

Com o apoio da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), a nova área de pré-triagem é similar à que foi instalada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde também se registaram filas de espera de ambulâncias nas duas últimas semanas.

“Não tenho os números de domingo quanto ao HGO. Aqui temos um período muito curto. Perto das 21:00, o número de doentes foi mais baixo, tendo sido encaminhados para o hospital ou para casa”, referiu.

No que diz respeito ao Hospital de Santa Maria, onde também está a ser feita pré-triagem, António Táboas adiantou que na segunda-feira foram avaliados 21 doentes, 71% considerados graves, correspondendo a uma triagem de urgência: vermelho, laranja e amarelo.

“Cerca de 29% correspondem a uma triagem verde e azul. Para os centros de saúde foram referenciados apenas dois doentes”, disse.

O responsável adiantou também que na segunda-feira já não houve tanta sobrecarga, tendo sido recebidas 3.300 chamadas nos CODU..

“Sendo uma segunda-feira, dia habitualmente de maior volume de chamadas nos CODU, tivemos uma redução. Os CODU receberam 3.300 chamadas e na segunda-feira dia 25 de janeiro, há uma semana, receberam 4.200”, disse.

No entendimento de António Táboas, esta redução significativa de chamadas de emergência, ajuda “os hospitais na resposta a dar aos doentes que estão lá referenciados”.

No domingo, o diretor clínico do HGO, Nuno Marques, disse que havia sido feito um apelo de colaboração à Proteção Civil e ao INEM para que fosse instalado um sistema de pré-triagem.

“Pensamos que seja útil. Não tem sido uma gestão fácil”, confessou o diretor clínico do HGO, Nuno Marques, em declarações aos jornalistas, acrescentando: “A grande dificuldade que temos tido – apesar de todo o investimento feito na criação de enfermarias – é a pressão assistencial, que é muita e rapidamente as vagas ficam preenchidas”.

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