Cultura

Costa recorda Carmen Dolores como “atriz de delicadeza rara” que “marcou o teatro”

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O primeiro-ministro, António Costa, lamentou hoje a morte de Carmen Dolores, recordando-a como “uma atriz de uma delicadeza rara, modesta para quem tão admiravelmente marcou o teatro português”, e que “amava a palavra”.

A atriz Carmen Dolores morreu na segunda-feira, em Lisboa, aos 96 anos.

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“Era uma atriz de uma delicadeza rara, modesta para quem tão admiravelmente marcou o teatro português e inspirou nos outros o gosto pelo teatro. Carmen Dolores, a atriz que amava a palavra, deixou-nos. Continuará connosco, no palco da memória”, escreveu António Costa, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

Nascida em Lisboa, em 22 de abril de 1924, Carmen Dolores estreou-se nos palcos no Teatro da Trindade, na capital portuguesa, em 1945, integrada na Companhia Os Comediantes de Lisboa, na peça “Electra, a mensageira dos deuses”, de Jean Giraudoux, encenada por Francisco Ribeiro (Ribeirinho).

Anos antes tinha iniciado um percurso rádio, como declamadora e atriz, e no cinema, tendo participado em “Amor de Perdição” de António Lopes Ribeiro, em 1943. 

Retirou-se em 2005, com a peça “Copenhaga”, no Teatro Aberto, encenada por João Lourenço.

Em julho de 2018, a atriz foi condecorada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito, numa homenagem no Teatro da Trindade, que incluiu a estreia da peça “Carmen”, inspirada nas suas memórias, e a atribuição do seu nome à sala principal deste teatro.

Carmen Dolores foi ainda distinguida com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República Jorge Sampaio, com a Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Lisboa, o prémio Sophia de Carreira da Academia Portuguesa de Cinema, e o Prémio António Quadros de Teatro, entre outros galardões.

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