Concelhos da margem sul do Tejo sob risco de inundações graves

A subida do mar está entre os principais riscos climáticos na Grande Lisboa, segundo o Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas que foi hoje apresentado, e que alerta ainda para as ondas de calor, seca e aumento dos fogos florestais.

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A subida do mar está entre os principais riscos climáticos na Grande Lisboa, segundo o Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas que foi hoje apresentado, e que alerta ainda para as ondas de calor, seca e aumento dos fogos florestais.

Os principais impactos vão fazer-se sentir nas zonas costeiras e nos estuários dos rios Tejo e Sado, com cheias mais frequentes e que podem até colocar em causa os novos projectos imobiliários previstos para Almada (Cidade da Água), para o Barreiro (Quinta de Braancamp) e para Lisboa (marina do Jamor) e até pode colocar em causa o novo aeroporto na Base Aérea do Montijo.

As alterações climáticas deixarão a região metropolitana de Lisboa muito mais vulnerável a incêndios e inundações e o estudo prevê ainda que o mar suba cerca de 90 centímetros até 2100, provocando fenómenos desconhecidos das populações ribeirinhas, como são as cheias rápidas e as inundações progressivas.

Segundo os especialistas, as temperaturas poderão subir três graus, provocando maiores períodos de seca e também a subida do nível médio das águas, sobretudo nos concelhos de Lisboa, Almada e Seixal, identificados como aqueles que têm mais população em risco de sofrer com os impactos de eventos climáticos extremos, sobretudo os costeiros.

E há ainda freguesias onde toda a população está em risco como a freguesia da Costa de Caparica (Almada), União de Freguesias do Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos (Moita) e Freguesia do Sado (Setúbal).

Em declarações à Renascença, Carlos Humberto Carvalho, primeiro secretário da Área Metropolitana de Lisboa, explica que ao longo de quase dois anos, 18 municípios de Lisboa fizeram um diagnóstico e a questão da subida das águas surge no topo das preocupações.

«Acho que a subida do nível médio das águas é claramente um dos aspetos mais referenciados nas reuniões que fomos tratando» e considera ser necessária «uma governação supramunicipal para algumas matérias, mas com uma atuação local».

Esta sexta-feira os 18 municípios da AML vão também assinar aquele que é um compromisso que reúne princípios orientadores de ação, mas que ainda não tem medidas concretas.

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