Competição v/s cooperação

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A reboque dos tristes acontecimentos nos EUA, muito se tem falado de racismo e de xenofobia, mas o racismo e xenofobia ou a exaltação da diferença não são fenómenos novos, fazem parte da natureza humana mais primitiva, remontando a tempos em que a sobrevivência de um grupo dependia do tipo de laços identitários que os seus membros eram capazes de estabelecer entre si, garantindo a coesão do clã e a sua supremacia sobre os demais.

No mundo global de hoje, o medo, a ignorância, o egoísmo e o individualismo narcisista fomentados por um capitalismo financeiro selvagem que se alimenta da coisificação do ser humano, geraram na maioria entorpecida e obediente fenómenos de intolerância e de rejeição do outro que é, aparentemente, diferente.

Prisioneiros de um sistema que nos desumaniza e nos reconduz à mera condição de consumidores de futilidades, vamos perdendo o sentido da existência, o sentido do outro, somos todos escravos, mas uns são mais escravos do que outros.

Neste modelo de sucesso que nos vendem desde a infância só há lugar para alguns e a segregação surge assim como consequência da necessidade de afirmação do individuo perante os demais, abrindo caminho à exclusão de todos os que sejam diferentes do padrão dominante.

E assim, por entre apelos à solidariedade e à compaixão, a recente pandemia do vírus SARS COV-2 desnudou afinal a solidão do individuo e a sua imensa fragilidade perante o caos.

É portanto na mudança do paradigma em que assenta o nosso modelo de sociedade que reside a esperança num mundo melhor para todos. Cooperação em vez de competição.

Numa sociedade orientada para a cooperação, a integração e o sentimento de igualdade são induzidos pela própria dinâmica social, dentro da qual cada individuo se destaca pelo seu contributo para os fins comuns, favorecendo a empatia e o sentimento de pertença pelo mérito do qual depende afinal toda a comunidade.

Só a cooperação, nos poderá devolver o humanismo e o sentido da vida. Fazemos todos parte de uma raça, a raça humana e só juntos, na nossa diversidade, poderemos ser felizes.

Ainda estamos a tempo de conquistar a liberdade, mas para isso temos de começar por nos reconhecermos no outro, seja ele quem for e venha de onde vier.

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