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Comissão de Utentes responsabiliza Governo e Administração pela situação na Soflusa

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A Comissão de Utentes do Barreiro responsabiliza o Governo e o Conselho de Administração da empresa pela «situação caótica» na Soflusa.

Num comunicado, a CUSP refere que «já tinha alertado, persiste a degradação do serviço de transportes fluviais da Soflusa nas ligações Barreiro-Lisboa-Barreiro», apontando os «atrasos e a supressão de carreiras» e ainda que «centenas de utentes vêm assim a sua vida prejudicada, no pessoal e profissional. Há utentes a quem é descontado, no trabalho, o tempo de atraso sem que isso corresponda a qualquer responsabilidade sua.»

Para a CUSP «a responsabilidade é inteiramente da Administração da Soflusa e do Governo que não souberam ou não quiseram tomar, em devido tempo, as medidas de renovação da frota e o necessário aumento do quadro de pessoal da empresa.

Acreditamos que Governo e a administração se servem dos problemas laborais para virar o descontentamento dos utentes com a falta do transporte contra os trabalhadores e, desse modo, ocultar as verdadeiras razões das constantes supressões das carreiras.

De pouco serve vir, sucessivamente, a Administração da Soflusa pedir desculpas aos utentes alegando constrangimentos de ordem laboral.

A CUSPAS, Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro não aceita tais desculpas e exige, em nome dos utentes e com a legitimidade de quem, reiteradamente, tem vindo a alertar para as constantes falhas, a resolução dos problemas existentes.»

Desta forma, a Comissão de Utentes exige que o Governo e Conselho de Administração «deem resposta às reivindicações dos trabalhadores da Soflusa de forma a não continuar a lesar os utentes que diariamente se deslocam a Lisboa; desbloqueiem de imediato as verbas necessárias à contratação imediata e urgente dos de profissionais em falta e reforcem o número de embarcações nas ligações fluviais, em particular nos horários de maior fluxo de passageiros.»

Mestres aderiram à greve a cem por cento

A greve dos mestres da Soflusa, pelo cumprimento da valorização salarial, regista hoje uma adesão de 100%, levando à paralisação do transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa, informou fonte sindical.

Os 18 mestres que se encontram no ativo (outros 6 estão de baixa), aderiram hoje na totalidade ao primeiro dia de greve, que se estende até quarta-feira, pelo cumprimento do acordo estabelecido em 31 de maio, adiantou à Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM).

A adesão de 100% também foi confirmada numa nota escrita da empresa, enviada à Lusa, que frisou que «hoje serão prejudicados 32.000 passageiros que utilizam diariamente a ligação fluvial” entre o Barreiro e Lisboa».

No sábado, os mestres iniciaram também uma greve ao trabalho extraordinário, que se estende até 31 de dezembro, o que causou a supressão de oito carreiras e cancelamento de outras 16, no domingo.

Segundo a empresa, «a regularidade do serviço só pode ser assegurada com recurso à prestação de trabalho suplementar pelos mestres».

Utentes queixam-se de alternativas

Na página «Contra os abusos da Soflusa aos passageiros», os utentes vão dando conta dos problemas sentidos durante a manhã, pelos constrangimentos causados pelo aumento de passageiros nos TST, TCB e Fertágus.

Outro problema que se coloca a quem pretende sair do Barreiro em direcção a Coina foi o início das obras na Avenida dos Fuzileiros, com alterações do trânsito numa das principais vias do Barreiro para construção de uma nova rotunda, obra a cargo do Lidl.

Muitos dos utentes têm de se deslocar a Coina para apanharem o comboio da Fertágus, que também já circulava, em hora de ponta, completamente lotado.

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