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Combustíveis podem descer até 10 cêntimos. E não é uma ‘gralha’ do DD

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Uma das maiores descidas de sempre no custo dos combustíveis em Portugal pode estar ao virar da semana, caso as cotações do petróleo e dos produtos refinados se mantiverem no patamar atual até sexta-feira.

A «culpa» está na histórica desvalorização da cotação do petróleo ocorrida na noite de domingo, que chegou a uma descida superior a 30%, e se até sexta-feira a cotação do crude permanecer ao nível atual, o impacto no preço de venda ao público português poderá rondar os 10 cêntimos por litro.

O cenário foi corroborado ao Expresso por fonte de uma das maiores gasolineiras, ressalvando, contudo, que durante a semana poderá haver ainda correções da forte desvalorização agora verificada. Em termos percentuais, estaremos a falar de reduções de cerca de 7% no preço de venda ao público.

Em Portugal os preços da maior parte dos operadores são atualizados a cada segunda-feira de acordo com as cotações médias da semana anterior, tendo em consideração os preços de referência no mercado internacional de refinados como a gasolina e o gasóleo, mas embora as possam acompanhar, o que é verdade é que as variações dos refinados não coincidem exatamente com as oscilações do petróleo.

O ‘brent’ está a negociar a perto de 36 dólares por barril, valor que configura uma queda de 28% face à cotação média que, segundo os dados da Bloomberg, aquela matéria-prima apresentou na semana passada (50 dólares por barril). Já as cotações da gasolina e do gasóleo estão a cair 24% e 22% face ao valor médio da semana passada.

Segundo os dados compilados pela Apetro – Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, com base na informação do Weekly Oil Bulletin (Comissão Europeia) e da ENMC, os portugueses estão a pagar por cada litro de gasolina (a 1,497 euros), 0,346 euros da matéria-prima (23% do preço final) e 94,7 cêntimos por litro (63% do preço final) em impostos (ISP e IVA). Os restantes 14% resultam da incorporação de biocombustível e dos custos logísticos e de comercialização.

No gasóleo as contas não são muito diferentes. Num litro vendido por 1,353 euros, a matéria-prima fica por 0,364 euros por litro (27% do preço final), enquanto os impostos custam 0,766 euros por litro (57%) e outros 17% são biocombustível e custo logístico e de comercialização.

Dentro dos impostos, o ISP é uma parcela fixa por litro. Já o IVA, a 23%, acompanhará a variação das restantes parcelas. Ou seja, uma descida da cotação será amplificada pelo IVA da mesma forma que uma subida do custo dos refinados será maximizada pela cobrança do IVA.

A queda da cotação do petróleo no domingo ficou a dever-se ao facto de a Arábia Saudita anunciar que inundará o mercado com petróleo mais barato, numa jogada para tentar forçar outros grandes produtores mundiais a comprometerem-se com um corte dos volumes de produção, de forma a permitir que a cotação do petróleo volte a aumentar.

E para os consumidores as notícias são animadoras, com o banco Goldman Sachs a esperar que o petróleo permaneça na casa dos 30 dólares por barril no segundo e terceiro trimestres deste ano, admitindo ainda que a escalada da tensão entre a Arábia Saudita e a Rússia possa fazer a cotação da matéria-prima recuar ainda para cerca de 20 dólares por barril.

Fonte: Expresso

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