Economia

Combustíveis | Governo aponta subidas para margens de lucro, APETRO acusa os impostos

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A guerra está aberta entre o Governo e a Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas (Apetro), no que respeita ao preço dos combustíveis, que durante este ano têm vindo a sofrer sucessivos aumentos.

O ministro do Ambiente, Matos Fernandes, anunciou que o Governo vai propor um decreto-lei que permite atuar sobre as margens de comercialização dos combustíveis, e apontou para um estudo da ENSE que indica que esta é uma das causas para a subida dos preços, para máximos de dois anos.

Esta decisão serviria para evitar as subidas bruscas de preços, segundo o Governo, mas a Apetro considera que a intervenção do Governo para limitar as margens dos comercializadores é «uma medida que não se justifica, injusta e que não vai resolver o problema da subida do preço dos combustíveis».

Numa nota publicada no seu site, a Associação explica ainda que «especula-se bastante porque é que estando a cotação do petróleo e dos refinados muito abaixo dos valores de pico de 2008, os preços de venda nas bombas são superiores a esse período.

Nos gráficos apresentados comparamos os valores semanais (semana de 07.07.2008 e semana de 28.06.2021), e podemos constatar que a explicação para o aumento do preço está no sobrecusto da incorporação de biocombustível e sobretudo na carga fiscal.»

De acordo com o secretário-geral da Apetro, António Comprido, à agência Lusa, as margens dos comercializadores (que não podem ser confundidas com lucro) representam cerca de 15% do preço final e «não é atuando sobre essa percentagem» que se vai resolver o problema da subida dos preços ao consumidor.

«Para isso, tínhamos que atuar na carga fiscal, que é a parte mais importante, que representa cerca de 50 a 60% do preço final dos combustíveis», disse ainda, admitindo que o Governo possa não ter margem para isso.


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