Atualidade

‘Cidadãos Unidos’ organizam Buzinão em Lisboa e Porto

publicidade

Uma marcha lenta e buzinão de protesto intitulado «Buzinão Pela Liberdade: É hora de Agir | Ditadura Nunca Mais» vai realizar-se no domingo, 22 de Novembro, a partir das 10h30 até às 12h00, em Lisboa e no Porto.

Esta manifestação realizar-se-á de forma organizada nas cidades de Lisboa e Porto partindo de cinco pontos diferentes na cidade de Lisboa: Pontinha, Parque das Nações, Almada, Cascais e Sintra que irão confluir ao Palácio de Belém, e no Porto a partir do Castelo do Queijo, Hospital de S. João e Areosa em direcção à Avenida dos Aliados, com partida marcada a partir das 10h30.

No resto do país, este grupo de cidadãos apela ao protesto frente às autarquias entre as 12h00 e as 13h00 de domingo.

A acção é organizada por um conjunto de cidadãos «sem qualquer discriminação social, profissional, política ou religiosa mostra-se aberto ao diálogo com as autoridades sanitárias e/ou membros do governo que vejam como pertinente e útil a troca de ideias e de sentires com membros da sociedade civil, também eles cientificamente informados».

Em causa está a defesa dos diversos sectores económicos da sociedade, «que com as medidas restritivas se vêm a braços com dificuldades financeiras, e os seus negócios na falência ou perto de vir a acontecer».

Com esta forma de manifestação, este grupo de cidadãos pretende mostrar que pode fazer protestos sem ajuntamentos, assim como respeitar a janela de recolher obrigatório, ainda que a considere uma medida desproporcional e contra os direitos fundamentais dos cidadãos portugueses.

Na nota enviada à comunicação social enumeram os casos de «restaurantes e cafés e outros sectores similares praticamente sem clientes nos dias de semana, graças à acentuada quebra no turismo, e impedidos de trabalhar no fim de semana; um empresário que passou de uma frota 80 viaturas TVDE para apenas uma, deixando no desemprego os respectivos motoristas, muitos dos alojamentos locais obrigados a encerrar ou sem turistas, bares e discotecas que desde há 9 meses nunca mais puderam laborar, e feirantes e artesãos e profissionais do entretenimento artes e espetáculos que desde março nunca mais tiveram uma feira, festa ou romaria em que pudessem participar, pois a grande maioria foi cancelada: 37.ª Ovibeja, Feira da Agricultura de Santarém, FIL Artesanato 2020 ou Fatacil.

Mais de 403,5 mil pessoas ficaram inscritas nos centros de emprego à procura de novo trabalho no final de outubro. No Algarve o aumento foi de 134%, o mais expressivo do país.»

Segundo este grupo de cidadãos «com a declaração de estados de emergência sucessivos e preventivos, já a antever as reuniões de famílias para o Natal, a liberdade está severamente ameaçada – sente-se a mão pesada de uma nova forma de ditadura.

São formas excessivas e cerceadoras de liberdades, direitos e garantias fundamentais da população e que apenas podem contribuir para o caos económico das famílias já em crise de emprego (8,1% em Agosto de 2020, um aumento de 25,7% em relação com a taxa homóloga de 2019, que corresponde a 417 mil pessoas) e que as lança para a miséria, fome e exclusão social.

O estado de sítio ou o estado de emergência são enquadramentos jurídicos previstos no artigo 19.º da Constituição: «O estado de sítio ou o estado de emergência só podem ser declarados, no todo ou em parte do território nacional, nos casos de agressão efetiva ou iminente por forças estrangeiras, de grave ameaça ou perturbação da ordem constitucional democrática ou de calamidade pública».

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui