Cezimbra, Sesimbra, Zimbra ou Impostópolis!

Esta semana um artigo de opinião de Pedro Rola – Presidente da Comissão de Administração da AUGI 41 – Casal do Sapo - Quinta do Conde - Sesimbra.

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Como seguramente muitos de vós saberão, a bela vila de Sesimbra foi outrora designada por Cezimbra, sendo também apelidada algumas vezes de Zimbra, em tempos mais recentes e numa versão anglo-saxónica a puxar pelo turismo da região na tentativa de criar uma marca internacionalizável.

Sem qualquer desprimor pelas designações enunciadas no paragrafo anterior, dei por mim a relembrar os tempos de infância, onde às escondidas dos meus pais alternava os livros escolares com a banda desenhada de Walt Disney e mais em particular os fascinantes livros do Tio Patinhas, onde as aventuras se desenrolavam essencialmente na fantástica Patópolis, ou seja essa incrível Pólis dos patos.

Pois bem, o que tem isto a ver com a nossa bela Sesimbra? Passo a explicar.

No passado dia 08 de novembro de 2019 a Assembleia Municipal de Sesimbra, como vem sendo hábito, ao aproximar do final de cada ano, aprovou uma grande quantidade de Impostos e Taxas e que irão incidir sobre os mesmos de sempre, os contribuintes (leia-se os que contribuem), para ano de 2020.

Foram assim fixadas as regras para a Derrama sobre a coleta do IRC de 2019, IMI, Desconto no IRS de 5%.

No caso da Derrama, foram mais uma vez aprovadas algumas isenções para Empresas que se fixem no Concelho ou aumentem o número de postos de trabalho no caso das que já se encontram instaladas. Numa regra absolutamente incompreensível temos Empresas que criando apenas um posto de trabalho (!) ficarão isentas e outras que criando 251 postos de trabalho não ficarão isentas…. Resulta muito claro que para a Camara Municipal de Sesimbra o que importa não é a criação de emprego, mas sim a vontade que tem em dificultar a vida às grandes Empresas Nacionais ou Multinacionais. Já pensaram como seria o distrito de Setúbal em matéria de emprego, sem por exemplo uma empresa como a AutoEuropa????

No que diz respeito ao IMI, a taxa a aplicar aos prédios Urbanos é de 0,4%. Registo com agrado o fato de este ano não terem (ainda!) tido a insensatez de escrever aos Munícipes, como o fizeram no ano anterior dizendo que estavam a “ser muito bonzinhos”, visto não aplicarem a taxa máxima possível que seria de 0,45% e que por isso “poupariam” algum dinheiro aos proprietários imobiliários de Sesimbra, esquecendo de dizer que a referida taxa pode ser fixada no intervalo de 0,3% a 0,45% e que a receita do IMI em Sesimbra é cerca de 13M€, ou seja dito de outra forma a Camara Municipal de Sesimbra ao contrário do que afirma está a penalizar fortemente e de forma consciente os Contribuintes que por cá habitam ou são proprietários, e como diz o povo: “Atirando-lhe areia para os olhos”.

Por último, foi também mais uma vez decidido não devolver qualquer valor a título de IRS ao contrário com o que acontece com muitos outros Municípios de semelhante dimensão territorial e orçamental.

O que mais me espanta nisto isto é a complacência, quando não mesmo conivência, com estas decisões dos autarcas eleitos pelo PSD e CDS, pois tenho muitas dúvidas que os seus eleitores se revejam nestas posições de muleta constante do executivo Comunista da Camara Municipal de Sesimbra.

Por tudo isto devíamos trocar o nome à Vila. Passemos de Sesimbra para Impostópolis!

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