Centros de Recuperação de Animais Selvagens receberam 437 animais durante confinamento

Os Centros de Recuperação de Animais Selvagens da Quercus receberam 437 animais durante o confinamento devido ao covid19

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A Quercus gere actualmente três Centros de Recuperação de animais selvagens que integram a Rede Nacional de Centros de Recuperação de Fauna, sob tutela do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

São eles o Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco (CERAS), o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto (CRASM) e o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André (CRASSA) e as suas regiões de influência são os distritos de Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Leiria, Setúbal, Évora e Beja.

Durante o período de confinamento devido à pandemia do COVID – 19, estes três Centros de Recuperação de animais selvagens (CRAS) da Quercus não pararam a sua atividade e receberam 437 animais selvagens feridos de mais de 87 espécies.

Espécies tão distintas como cegonhas, corujas, águias, abutres, ouriços, lontras e texugos. Algumas destas espécies têm um estatuto de conservação elevado, tal como o Abutre-preto, o Milhafre-real, o Açor, o Falcão-Peregrino, e o Falcão-abelheiro, entre outras. Estes animais foram recolhidos pelo SEPNA (GNR), pelos vigilantes da natureza do ICNF e, em menor número por particulares.

Os CRAS da Quercus pertencem à rede RNCRF (Rede Nacional de Centros de Recuperação de Fauna), que é constituída por estruturas que permitem a receção de espécimes selvagens de fauna autóctone, nomeadamente os abrangidos pelas Diretivas e Convenções internacionais de conservação da natureza e da biodiversidade, o seu tratamento, recuperação e posterior devolução ao meio natural.

Os espécimes de fauna selvagem são recolhidos ou apreendidos e necessitam de acolhimento, tratamento e recuperação. Para dar resposta a estas situações, entidades públicas e privadas são responsáveis por um conjunto de polos de receção e centros de recuperação de animais selvagens. Estes locais respondem às exigências de carácter regulamentar, éticas e outras, quanto a assegurar adequadamente o tratamento, o bem-estar, a recuperação e, sempre que possível, a sua restituição ao meio natural.

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