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Centro Hospitalar Barreiro-Montijo apresenta balanço de um ano de Covid19

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Em nota enviada ao Diário do Distrito, o Centro Hospitalar Barreiro-Montijo faz um balanço do que foi um ano de trabalho em plena pandemia de covid19.

O CHBM internou o primeiro doente positivo para COVID-19 a 12 de março de 2020. «Desde então, até ao dia 16 de março de 2021 estiveram internados mais de 1.200 doentes infetados pelo vírus SARS-Cov-2. Numa fase inicial estavam alocadas 29 camas aos doentes com esta patologia, tendo oscilado conforme as necessidades e a evolução da pandemia, atingindo o número máximo de 154 camas em enfermaria.

O pico máximo de doentes internados aconteceu a 2 de fevereiro de 2021, com 159 doentes internados (154 em enfermaria e 5 em UCI). Atualmente o CHBM regressou ao número inicial de 29 camas para doentes COVID-19.»

O CHBM adianta que «devido às suas características, tornou-se prioritário assegurar que os equipamentos fundamentais na prevenção e combate ao novo coronavírus estariam sempre disponíveis para os profissionais de saúde prestarem os melhores cuidados em segurança.

O Equipamento de Proteção Individual (EPI) é um dos elementos essenciais e só a sua adequada utilização pode garantir, simultaneamente, a total proteção e segurança do profissional de saúde.»

É também apresentado o balanço dos EPI utilizados, dos quais se registou «um grande aumento no consumo dos seus componentes.

No que diz respeito a máscaras, neste último ano, foram utilizadas mais de 440.000 máscaras PFF2 e mais de 390.000 máscaras cirúrgicas, consumindo-se em média, por mês, mais de 32.000 unidades de PFF2 e mais de 36.000 máscaras cirúrgicas.

Só em luvas o CHBM adquiriu mais de 6.000.000 de unidades e em batas de proteção mais de 155.000 unidades.

Verificou-se ainda a necessidade de comprar equipamentos que anteriormente não eram necessários, como os fatos integrais, as cogulas e os cobre-botas. Nos últimos doze meses, e contando apenas com o aumento da utilização de EPI, o Centro Hospitalar gastou mais de 1.800.000 €.»

Além dos EPI o CHBM adquiriu ainda «vários equipamentos para reforçar a nossa capacidade de intervenção em relação a esta doença, de que são exemplo um equipamento de RX portátil, vários monitores multiparâmetros e 6 ventiladores.

De destacar a aquisição de materiais e equipamentos para o serviço de Patologia Clínica, mais concretamente na área da Biologia Molecular, que permitiram passar a realizar internamente testes ao vírus SARS-CoV-2, evitando os acrescidos tempos de espera pelos resultados, que se observava quando estes eram encaminhados para entidades externas.»

A par destas adaptações, o Centro Hospitalar realizou, ao longo do último ano, «várias intervenções com o objetivo de melhorar as condições de segurança dos cuidados prestados e, sempre que necessário e possível, a autonomização dos circuitos de atendimento e tratamento de doentes COVID/não COVID», das quais salienta a instalação de acrílicos nas zonas de atendimento; a colocação de vidros nas portas dos quartos/enfermarias, que permitem a observação a doentes internados em zonas COVID; a colocação de dispensadores de álcool gel nas zonas críticas do edifício; a sinalização das áreas de circulação; o reforço da rede de gases medicinais de forma a suportar o exponencial consumo de oxigénio; e a disponibilização de quartos com pressão negativa na Pediatria e Bloco de Partos.

Foi também criada uma pré-triagem e a divisão de circuitos nas Urgências, a ampliação do Bloco de Partos e a obra, que ainda decorre, na Urgência Geral que permitirá criar circuitos distintos para doentes COVID/não COVID.

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Todas as intervenções realizadas e equipamentos adquiridos ao longo deste último ano traduzem-se num investimento de mais de 3.000.000 €.

Não esquecendo que, por muitos equipamentos e materiais que se adquiram, quem verdadeiramente cuida dos doentes são os profissionais de saúde. Entre março de 2020 e fevereiro de 2021 foram contratados 174 profissionais de várias categorias profissionais, como forma de melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e aumentar a segurança dos utentes.

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