Correio do LeitorSeixal

Cemitério de Amora limitado a naturais da freguesia

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Ao Diário do Distrito chegou uma mensagem de um residente no concelho do Seixal que se queixava de não ter conseguido realizar o funeral de um familiar no cemitério de Amora.

«Não estão   a sepultar pessoas no cemitério de Amora, só quem nasceu em casa. Este familiar faleceu, e nasceu e viveu sempre na Cruz de Pau, mas recusaram sepultar no cemitério de Amora, porque nasceu na maternidade Alfredo da Costa e ficou no BI a naturalidade Sebastião da Pedreira. Ou seja, para ser sepultada no cemitério da zona onde vivera, tinha que ter nascido em casa. O funeral teve de ser em Santa Marta, Corroios.»

O Diário do Distrito questionou o presidente da Junta de Freguesia de Amora, Manuel Araújo, que nos fez chegar o seguinte esclarecimento:

«O Cemitério Paroquial de Amora é um cemitério centenário, sendo que cerca de 60% das campas são perpétuas, e as campas temporárias são insuficientes para a população que temos, apesar de mais de 50% dos funerais optarem pela cremação, no inicio deste ano, tínhamos apenas 36 campas disponíveis, o que nos levou a condicionar o Cemitério a partir de 1 de abril de 2020, de acordo com Edital publicado.

Os critérios definidos para as inumações a efetuar no Cemitério Paroquial de Amora foram os seguintes: sepulturas perpétuas; naturais da Freguesia de Amora, desde que residentes e recenseados na Freguesia.

O facto de não existir nenhuma maternidade no Concelho, sabemos que nos anos 30, 40, 50 e até nos anos seguintes, grande parte dos amorenses, nasceram em casa às mãos de parteiras, como Ermelinda Belo e outras.

Sabemos também que quem nascesse em maternidades, teria que ser registado na respetiva freguesia.

O problema é que o Cemitério não teria capacidade para responder a ambas as situações.

Em relação às pessoas que foram impedidas de enterrar os seus familiares no nosso Cemitério, temos apenas conhecimento de dois casos, em que procedemos em conformidade com o referido edital.

Esperamos que até ao final do ano se possam recuperar o número de campas suficientes, para que o Cemitério possa responder às necessidades da Freguesia, sendo que estamos sempre dependentes das exumações que possam ser feitas.

Dizer ainda que a nível do Concelho do Seixal, é o Cemitério Paroquial de Corroios, que responde a todas as situações.»

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