JustiçaSetúbal
Em Destaque

CDU de Setúbal sai em defesa de Maria das Dores Meira

O executivo da CDU de Setúbal testemunhou esta quarta-feira em tribunal pelos crimes de peculato de uso e abuso de poder de que é acusada Maria das Dores Meira, Presidente da Câmara Municipal de Setúbal.

- publicidade -

Foi ouvido esta quarta-feira em tribunal, o executivo da CDU da Câmara Municipal de Setúbal (CMS) que garantiu que os folhetos e outdoors divulgados, em 2017, não continham posições político-partidárias e apenas se destinavam a informar a população.

Carlos Rabaçal (CDU), vereador da CMS, afirmou que a solução nasceu para colmatar as “calúnias que estavam a ser ditas” por parte do PS e PSD e para “desmontar a ideia de que o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) não baixou mais por causa de certos partidos”.

Os folhetos e outdoors em questão sublinhavam que o PS e PSD apelavam à redução do imposto no concelho, mas votavam contra as propostas do PCP para aprovar o decréscimo do IMI, na Assembleia da República; o que, nas palavras do vereador, serviu exclusivamente para “desmontar a incongruência” existente.

Sérgio Mateus, responsável pelo Serviço Municipal de Comunicação da CMS, garante que a questão gráfica dos meios foi pensada para “apresentar factos” e “só muito forçadamente” é que se poderia concluir que se tratava de uma estratégia de campanha eleitoral partidária.

Nas palavras do vereador da Cultura, Pedro Pina, a CDU teve ainda o “cuidado” de se certificar que os folhetos e outdoors que não se confundiam com campanhas publicitárias do período eleitoral, prestes a começar.

Apesar dos argumentos apresentados, o vereador Carlos Lopes (PS), insistiu que a questão do IMI no concelho já se encontra em debate há muito tempo e não justifica o facto de terem sido utilizados “meios da Câmara para publicitar medidas que são defendidas pela CDU na Assembleia da República”.

Aos olhos do vereador, “a mensagem a transmitir era clara”, uma vez que, PS e PSD-restantes partidos que compõem o executivo da CMS- não foram consultados quando à criação dos folhetos e outdoors.

O julgamento teve início na passada quarta-feira, dia 19 de maio, com a inquirição da principal arguida, Maria das Dores Meira. Na primeira audiência, as testemunhas inquiridas- militantes do PSD- afirmaram unanimemente que a distribuição dos folhetos ocorreu num período anterior à campanha eleitoral, desenvolvida a 12 de maio de 2017.

Em causa estão dois crimes de peculato de uso e mais dois de abuso de poder de que está a ser investigada a Presidente da Câmara Municipal de Setúbal. Num dos crimes, a pena máxima vai até um ano e no outro até três anos.


Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui