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CDS-PP Seixal questionou executivo sobre COVID-19

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O eleito do CDS-PP na Assembleia Municipal do Seixal, João Rebelo, questionou esta quarta-feira o executivo quanto às medidas adotadas pela Câmara na prevenção do Covid-19.

Neste sentido o eleito João Rebelo quis saber se «a autarquia irá manter os equipamentos desportivos abertos; se os eventos que impliquem a concentração de muita gente serão adiados, nomeadamente o Março Jovem que decorre até 29 de março; e que medidas preventivas a autarquia tomou ou pensa tomar quanto à proteção dos seus trabalhadores».

Em nota de imprensa, o eleito refere que «é sabido que já existem pelo menos 61 casos de pessoas infetadas com o Covid-19, alguns dos quais na Área Metropolitana de Lisboa; que a DGS tem emitido recomendações que devem ser levadas a sério; Recentemente publicou a seguinte recomendação quanto ao “risco de eventos de massas no contexto do surto de COVID-19”, com efeitos imediatos e até 3 de abril.

De acordo com o mais recente Rapid Risk Assessment do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (de 2 de março), Portugal permanece numa situação de introdução múltipla e transmissão local limitada relativamente à infeção por novo coronavírus, na qual o cancelamento de eventos de massas é apenas justificado em situações excecionais.

Contudo, a dinâmica da evolução epidemiológica, que se constata em certas áreas geográficas do Norte do país sugere um cenário mais complexo e eventualmente de rápida evolução da infeção por novo coronavírus, que aconselha a que algumas medidas sejam escaladas, atento o princípio da precaução e sem prejuízo do princípio da proporcionalidade.

Com efeito, o cancelamento ou adiamento de eventos de massas que, pelo seu número de participantes, proveniência dos mesmos ou condições de realização, sejam suscetíveis de gerar riscos inadequados, pode ser implementado nas fases iniciais de uma ameaça epidémica, especialmente quando o número de casos confirmados é ainda reduzido. A evidência aponta para uma maior efetividade destas decisões na fase atual, e não em fase mais tardia.

O cancelamento ou adiamento de eventos de massas não deve ser encarado com alarmismo, mas sim com a prudência e a responsabilidade que a todos se exige neste momento. Reconhece-se o potencial impacto social e económico destas decisões, pelo que a sua manutenção e duração deve ser permanentemente avaliada, acompanhando-se a evolução do conhecimento sobre o comportamento da COVID-19, tendo em conta a situação epidemiológica local, regional e nacional.»


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