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CDS-PP Almada reuniu com Sindicato dos Enfermeiros

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A Concelhia de Almada do CDS-PP reuniu com o Sindicato dos Enfermeiros, via online, tendo efectuado o ponto da situação relativamente a estes profissionais que neste momento, a par dos médicos, encontram-se na linha da frente ao combate ao covid19, informa em comunicado.

O sindicato foi representado por Emanuel Boieiro, «que traçou o cenário vigente da classe profissional deixando algumas preocupações que afligem há muito os enfermeiros, aproveitando também para esclarecer acerca de outras necessidades que foram resolvidas por parte da tutela nomeadamente no período que se está a viver de pandemia».

Segundo a nota «o Hospital Garcia de Orta encontra-se a funcionar abaixo do nível da capacidade de esgotamento e de colapso muito por causa do empenho dos profissionais de saúde que têm sido incansáveis e com muito esforço pessoal.

Se de início houve um problema de falta de material de protecção para os profissionais de saúde se protegerem e protegerem o ambiente hospitalar, e refira-se luvas, máscaras, viseiras, batas entre outros, com o Governo, com as autarquias e mesmo com o mecenato através de doações da sociedade civil, o problema está resolvido no momento.

A preocupação por parte do sindicato dos enfermeiros prende-se agora com o pós-covid, questionando se de futuro, esse mesmo material vai continuar a chegar aos profissionais de uma forma assídua e célere ou se vai voltar a escassear.»

O representante sindical dos enfermeiros informou o CDS-PP Almada que «é crucial que a tutela apresente com assiduidade o número de profissionais de saúde infectados com o covid19, pois deixou de o fazer de há 7 dias para cá, contando com 2131 profissionais infectados dos quais 566 são enfermeiros (26,5%)».

Esta situação faz com que acresça um outro problema que é o estigma social onde há creches a recusarem filhos de enfermeiros.

Entende ainda o sindicato que a retirada do estado de emergência e a reabertura da sociedade deve ser efectuada «de uma forma cautelosa e com o cumprimento de todas as regras de higiene e segurança, nomeadamente, o lavar as mãos, as desinfecções e o uso imprescindível da máscara. Só assim se pode aspirar ao regresso a uma normalidade da vida comunitária. Neste regresso a uma normalidade possível defendem ainda a realização das consultas e cirurgias em atraso, mas com as devidas cautelas, adiamentos esses que também preocupam o CDS-PP.»

Da reunião ficaram ainda algumas das reivindicações dos enfermeiros que passam pela progressão da carreira; a falta de especialização dos enfermeiros, o contrato individual de trabalho igual a zero na progressão tal como o banco de horas criado, a falta de pagamento das horas extras no SNS; o incumprimento da legislação específica da Carreira Especial de Enfermagem e dos IRCT no que respeita aos horários de trabalho; o não pagamento de trabalho suplementar (após as 35h/semanais); o não pagamento do Regime de Prevenção e disponibilidade permanente previstos na legislação; o iIncumprimento dos Períodos de Descanso; impedimento do gozo de Feriados/Tolerâncias nalgumas instituições e do gozo de Férias previstas; a utilização de bancos de horas não aplicáveis aos Enfermeiros; a ausência de subsídio de risco para os Enfermeiros e de garantia de existência de Equipamentos de Protecção Individual em quantidade e qualidade suficiente em todos os estabelecimentos onde os Enfermeiros exercem funções.

Outras situações já eram conhecidas antes da pandemia mas agravaram-se com esta situação como a ausência de progressões de acordo com legislação aplicável aos Enfermeiros; CIT sem progressão há década e meia; remunerações base de cada categoria inferiores a outras carreiras com o grau de complexidade funcional máximo da Administração Pública; enfermeiros Especialistas não integrados na categoria e a ausência de concursos para as categorias.

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