CDS-PP Almada reuniu com o Sindicato dos Profissionais de Polícia da PSP

A Concelhia de Almada do CDS-PP solicitou uma reunião com o Sindicato dos Profissionais de Polícia, na sequência do vídeo que circulou nas redes sociais com as infiltrações de água no imóvel da Divisão de Almada da Polícia de Segurança Pública.

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A Concelhia de Almada do CDS-PP solicitou uma reunião com o Sindicato dos Profissionais de Polícia, na sequência do vídeo que circulou nas redes sociais com as infiltrações de água no imóvel da Divisão de Almada da Polícia de Segurança Pública.

A reunião decorreu esta segunda-feira onde foi entregue «um conjunto de reivindicações que há muito assolam e preocupam a PSP nas várias vertentes, em concreto, o estado do material, o equipamento e as esquadras de polícia (em especial a Divisão de Almada), passando pelos direitos laborais dos profissionais da força de segurança em questão, a progressão de carreira até à higiene e segurança no trabalho», refere uma nota de imprensa.

Os problemas com que se deparam os agentes da Divisão da PSP de Almada «não são novos sendo, inclusive, do conhecimento público, tendo em consideração que há muito estão por resolver, o que torna as condições de trabalho da PSP local deficitárias para a execução do seu trabalho diário, apesar do muito esforço dos agentes para cumprirem com o seu dever e as obrigações para com as populações.

Também ao nível de pessoal operacional, a necessidade de um maior reforço de agentes na esquadra é transversal a todo o país e acompanha as preocupações do sindicato.

Outros dos problemas apontados pelo SPP/ «PSP e que fazem parte das reivindicações junto do Ministério da Administração Interna (MAI) e que estão na causa da manifestação no dia 21, são a atribuição do subsídio de risco (apresentado através de uma Recomendação na Assembleia da República na ultima Legislatura, mas que, até ao momento, o Governo não colocou em prática), as admissões e aposentações na PSP e a higiene e segurança no trabalho que esta força policial não tem implementado.»

Ainda no que respeita às questões relacionadas com as aposentações dos agentes da PSP, «o sindicato considera inqualificável a medida que visa colocar os agentes em situação de pré-aposentação a trabalhar 36 horas semanais em entidades e organismos de serviços públicos, pois trata-se de um inequívoco e considerável abuso aos respectivos agentes, considerando que o Governo pretende atribuir como valor acrescentado a escassa quantia de 220€ (duzentos e vinte euros) mensais.

Ora, isto do ponto de vista da dignidade e mesmo do respeito aos profissionais que dedicaram uma vida inteira ao serviço público de protecção e defesa da segurança dos cidadãos, é inadmissível e contraproducente, tendo em conta que os profissionais da PSP sentem-se cada vez mais desmotivados e não acrescenta nenhum incentivo adicional, antes pelo contrário, para novos quadros que pretendam ingressar na Polícia de Segurança Pública.

Entende, desta forma, o CDS-PP Almada, que é urgente rever todas as propostas apresentadas pelas forças policiais onde se incluem os sindicatos, junto do poder politico, em concreto Assembleia da República e Governo, a fim de se criarem melhores condições de trabalho aos profissionais trazendo de novo a confiança das populações nas instituições públicas do Estado nomeadamente naquelas que têm como finalidade a segurança e a protecção das populações.

O CDS-PP Almada recorda ainda a necessidade do município aderir em consonância com as forças policiais sediadas no mesmo território, à video-protecção, capaz de funcionar não só como um elemento acrescentado de protecção, mas também, como elemento dissuasor auxiliando as forças policiais no combate e na prevenção do crime tal como acontece já em muitas cidades europeias e já um pouco por todo o país com consideráveis resultados práticos.

‘Apesar da criminalidade no concelho de Almada encontrar-se razoavelmente controlada, o sentimento de insegurança nos almadenses é significativo, razão pela qual, urge encontrar respostas para reverter a situação e para que não se passe a qualquer momento para níveis superiores no que respeita ao crime e a outros atentados às liberdades e garantias dos cidadãos’, afirma a Presidente da concelhia, Sara Machado Gomes.»

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